Autoridades ossetes proíbem regresso de refugiados georgianos


 

Lusa / AO online   Internacional   15 de Ago de 2008, 11:44

As autoridades da Ossétia do Sul querem impedir o regresso dos refugiados georgianos que habitavam em território ossete e tiveram de abandonar as suas casas devido ao conflito russo-georgiano, anunciou o presidente da Ossétia do Norte.
    “Não tencionamos deixar regressar ninguém. Há mais de 18 mil refugiados ossetes da Geórgia que se encontram actualmente na Ossétia do Norte”, declarou Eduard Kokoiti, presidente da Ossétia do Norte, numa entrevista publicada hoje no diário Kommersant.

    À pergunta do que aconteceu aos enclaves georgianos e se é verdade que foram destruídos, Kokoiti respondeu: “Querem que permita que continuem a disparar sobre nós a partir daí? Que disparem novamente pelas costas e humilhem o nosso povo?”.

    “Nós aí arrasamos praticamente tudo. Definimos a fronteira da Ossétia do Sul”, acrescentou.

    Segundo o presidente, as aldeias georgianas tinha sido evacuadas antes do início das acções militares.

    “Os civis foram retirados, não ficou lá ninguém, excepto tropas georgianas. No que respeita aos civis, nos lugares onde ainda restavam, nós, ao contrário das tropas da Geórgia, abrimos um corredor e permitimos a sua saída. Mas quero sublinhar uma vez mais que nesses enclaves não havia praticamente ninguém”, sublinhou.

    Kokoiti reconheceu que nas aldeias georgianas houve casos de pilhagem.

    “São as consequências de qualquer guerra, de qualquer agressão. Nós travámos isso com toda a dureza”, afirmou.

    Antes da guerra, cerca de 25 por cento dos habitantes da Ossétia do Sul eram georgianos.

    Fenómeno semelhante de expulsão da população georgiana aconteceu na Abkházia, outra república separatista da Geórgia, no início dos anos 90 do século XX.

    Segundo dados de 1989, a população da Abkházia era constituída por 533.800 georgianos e 93.300 abkhazes.

    Depois da guerra civil, que terminou em 1992, os abkhazes passaram a constituir a grande maioria da população nesse território.

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