Eleições Legislativas 2019

República “não leva a sério a segurança dos açorianos”

República “não leva a sério a segurança dos açorianos”

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   24 de Set de 2019, 17:25

O cabeça de lista do PSD/Açores à Assembleia da República afirmou que o Governo de António Costa “não está a levar a sério a segurança dos açorianos”, ao adiar sucessivamente a instalação de radares meteorológicos na Região.

“Se os radares meteorológicos permitem prever com horas de antecedência em que freguesia pode ocorrer uma enxurrada, é de uma irresponsabilidade gravíssima não ter já instalado esses radares. Não aceitamos que se brinque com a segurança dos açorianos”, disse Paulo Moniz, após uma visita ao Pico da Barrosa, na ilha de São Miguel.

De acordo com comunicado, o candidato social-democrata lembrou as sucessivas contradições do Governo da República acerca da instalação de radares meteorológicos no arquipélago, dando como exemplo o caso da ilha de São Miguel.

“O Governo da República diz e contradiz-se acerca da localização do radar em São Miguel num período de seis meses. No início do ano era para ser no Pico da Barrosa. No mês passado dizia-se que era no Pico das Éguas. E agora dizem que é outra vez na Barrosa. Isto é desleixar a segurança das pessoas e dos seus pertences”, frisou o candidato, citado na mesma nota.

Paulo Moniz referiu que os radares meteorológicos “estão para ser instalados desde 2016” na Região, dado que na altura foi desativado, na ilha Terceira, o único equipamento deste género existente nos Açores e que pertencia às forças militares norte-americanas.

O cabeça de lista do PSD/Açores recordou que o radar meteorológico na Serra de Santa Bárbara, na ilha Terceira, está prometido desde 2016 e que na ilha de São Miguel a instalação deveria ter começado este ano.

Além disso, o candidato social-democrata reafirmou a importância de instalar um radar meteorológico na ilha das Flores, alegando que “é extremamente importante para prever tempestades que, maioritariamente, vêm de Ocidente”.

“A verdade é que o Governo da República foi incompetente na resolução deste problema urgente. Fingiu que ia resolver um problema que não resolveu. O Governo República finge que dá e o Governo Regional que recebe”, sublinhou.


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