Assembleia dos Açores quer Corvo no regime financeiro das autarquias locais

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou uma anteproposta de lei do PPM para incluir o Corvo no regime financeiro das autarquias locais, uma vez que aquele município também desempenha as competências de freguesia



O diploma foi aprovado durante o plenário do parlamento açoriano, que decorre na Horta, com os votos a favor de PSD (23), PS (23), CDS-PP (dois), PPM (um), BE (um), IL (um) e PAN (um) e contra do Chega (cinco).

Na apresentação da anteproposta de lei, que vai seguir agora para a Assembleia da República onde vai ser votada, o deputado do PPM, João Mendonça lembrou que o município da ilha do Corvo está excluído do financiamento das autarquias locais, apesar de assumir as competências de freguesia.

“Trata-se de uma situação que fere os princípios mais básicos da justiça administrativa e que contraria o preceito fundamental de que a atribuição de competências tem de estar sempre acompanhada da correspondente dotação de recursos”, criticou.

O monárquico, eleito pela ilha do Corvo, defendeu que não se trata de “criar um privilégio”, considerando “inaceitável” a atribuição de competências sem os respetivos meios financeiros.

“Negar esse financiamento é penalizar uma população apenas por viver no lugar onde vive. É perpetuar uma desigualdade. É falhar com os princípios constitucionais da coesão territorial, da equidade e da solidariedade”, sublinhou o deputado do PPM.

A inclusão do Corvo naquele regime financeiro mereceu a concordância das restantes bancadas, à exceção do Chega que alertou que a iniciativa “poderá prejudicar as freguesias dos Açores”, já que a inclusão da autarquia corvina poderá implicar uma redução de verbas.

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