Caso Madeleine McCann

Polícia britânica afirma continuar a apoiar PJ


 

Lusa / AO online   Internacional   2 de Out de 2007, 12:32

A polícia britânica reiterou hoje que continua a "apoiar a polícia portuguesa" no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, recusando comentar as críticas feitas pelo responsável da Polícia Judiciária que coordena a investigação.
"A polícia de Leicestershire é uma entre várias agências da lei [britânicas] que continua a apoiar a polícia portuguesa na sua investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann", declarou hoje à agência Lusa uma porta-voz daquela força.

Este foi o único comentário feito às declarações publicadas hoje no Diário de Notícias do coordenador da investigação ao desaparecimento da criança britânica, Gonçalo Amaral, que criticou a actuação da polícia britânica.

"A polícia britânica tem estado unicamente a trabalhar sobre aquilo que o casal McCann pretende e lhe convém", afirmou o investigador da PJ ao jornal português, depois de confrontado com as notícias de um e-mail anónimo dando novas pistas.

Segundo a imprensa britânica, este e-mail denunciava uma ex-funcionária do complexo turístico na Praia da Luz de onde Madeleine desapareceu a 03 de Maio, que alegadamente teria participação no desaparecimento da menina como vingança por ter sido despedida.

No entanto, o inspector português afirmou que esta hipótese não é considerada credível e que está "completamente posta de parte", descrevendo-a como "mais um facto trabalhado pelos McCann".

Amaral acusa os colegas britânicos de "investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se de que o casal é suspeito da morte da sua filha Madeleine".

De acordo com os jornais britânicos, o email foi enviado para a página do príncipe Carlos, que chegou a manifestar apoio à família de Madeleine, e estará a ser investigado pela polícia de Leicestershire.

No entanto, esta informação não foi confirmada pela polícia de Leicestershire, região onde residem os McCann, que desde o início está a colaborar com a Polícia Judiciária no inquérito, fazendo a ligação com outras agências judiciárias britânicas.

Além da polícia britânica, também têm prestado apoio à PJ o Centro para Protecção Electrónica à Exploração Infantil (Ceop), que examinou fotografias tiradas por turistas e enviou analistas comportamentais, e o laboratório forense de Birmingham, que analisou vestígios genéticos encontrados durante a investigação.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.