Caso Madeleine McCann

Polícia portuguesa acusa ingleses de investigarem "pistas feitas" pelos McCann


 

Lusa/AO   Nacional   2 de Out de 2007, 07:22

O coordenador da investigação do caso da menina inglesa desaparecida no Algarve, Gonçalo Amaral, acusa, em declarações publicadas hoje pelo Diário de Notícias, a polícia inglesa de investigar “unicamente” pistas e informações “trabalhadas” pelos pais de Madeleine McCann.
“A polícia britânica tem estado unicamente a trabalhar sobre aquilo que o casal McCann pretende e lhe convém”, disse ao DN o coordenador do caso e responsável pelo Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão.

    Gonçalo Amaral comentava assim a notícia publicada segunda-feira em vários jornais ingleses dando conta de um e-mail anónimo enviado para o site oficial do príncipe Carlos que acusa uma ex-empregada do The Ocean Club, empreendimento de onde desapareceu a criança de quatro anos, de ter raptado a menina por vingança.

    Gonçalo Amaral disse ao DN que tal informação não “tem qualquer credibilidade para a polícia portuguesa”, estando “completamente posta de parte”.

    Acrescentou que os seus colegas ingleses “têm vindo a investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se que o casal é suspeito da morte da sua filha Madeleine”.

    Para o responsável do DIC de Portimão, a história do rapto por vingança não passa de “mais um facto trabalhado pelos McCann”.

    O The Ocean Club “está situado na Praia da Luz e não em Londres, o que significa que tudo que diga respeito ao aldeamento e respectivos funcionários já foi ou está a ser investigado pela Polícia Judiciária”, adiantou.

    Garantiu que não será um “e-mail, ainda por cima anónimo, que é fácil saber de onde partiu que vai distrair a linha de investigação” da PJ.

    Madeleine McCann desapareceu de um apartamento da Praia da Luz onde passava férias com os pais e os irmãos a 3 de Maio.

    Depois de a PJ ter investigado a tese de rapto, os pais da menina, Kate e Gerry McCann, foram constituídos arguidos a 07 de Setembro, tendo abandonado o país dois dias depois.

    Kate e Gerry McCann são, segundo os seus porta-vozes, suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver.

    No entanto, os McCann não deixam de clamar a sua inocência e apelam à continuação das buscas para tentar encontrar a sua filha, hoje com quatro anos.
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