Junta Militar não prolonga mandato de funcionário da ONU em Rangum


 

Lusa / AO online   Internacional   2 de Nov de 2007, 11:07

O regime militar da Birmânia decidiu não prolongar o mandato de Charles Petrie, o mais alto funcionário da ONU em funções em Rangum, anunciou um adido de imprensa das Nações Unidas.
Petrie foi esta sexta-feira nformado da decisão depois de ter sido convocado por responsáveis da Junta Militar, em Naypyidaw, nova capital birmanesa situada a 400 quilómetros a norte de Rangum.
"Confirmou que o governo (birmanês) expressou a sua intenção de não prolongar a sua missão", disse à agência France Presse (AFP) Aye Win, responsável pela comunicação na equipa das Nações Unidas em Rangum.
O porta-voz não avançou um motivo para a decisão birmanesa que deverá levar à partida de Petrie, presente no país há vários anos.
Durante a crise de Setembro na Birmânia, que levou milhares de pessoas às ruas, entre as quais monges budistas, Petrie teceu comentários susceptíveis de serem considerados como críticos contra o regime do país.
O anúncio foi proferido um dia antes de o emissário da ONU para a Birmânia, Ibrahim Gambari, chegar a Rangum para uma nova missão de mediação.

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