TAP regista prejuízos de 170 milhões de euros

 TAP regista prejuízos de 170 milhões de euros

 

Lusa/AO Online   Nacional   15 de Dez de 2008, 16:24

A TAP registou prejuízos de 170 milhões de euros de Janeiro a Outubro deste ano, em grande parte devido ao aumento do preço dos combustíveis, afirmou hoje o presidente executivo da transportadora.
  "Este ano está perdido. É um ano que não tem mais recuperação", afirmou Fernando Pinto, durante um encontro com a imprensa.

    "Esta perda não deve recuperar-se, muito pelo contrário, deverá aumentar até ao final do ano", acrescentou, escusando-se a avançar um valor.

    O presidente-executivo da companhia aérea disse que até Outubro a companhia aérea gastou mais 160 milhões de euros do que estava previsto em combustível, salientando que os valores anunciados hoje ainda não são oficiais.

    A empresa de handling Groundforce contribuiu com perdas "entre 10 e 15 milhões de euros", acrescentou Fernando Pinto.

    Neste cenário, a meta de lucros de 64 milhões de euros fixada entre no contrato de gestão assinado com o Governo é "coisa do passado".

    "As metas [do Governo] ficaram irrealistas porque as bases se tornaram irrealistas", afirmou o presidente da TAP, referindo ter a compreensão do Governo para esta "situação complexa".

    O plano de contenção de custos da empresa, que inclui cerca de 84 acções lançado, permitiu um encaixe de cerca de 70 milhões de euros, abaixo dos 100 milhões de euros previstos aquando do lançamento destas medidas.

    "Mais do que nunca, precisamos de ter medidas de redução de custos, de melhorar a eficiência", afirmou Fernando Pinto, avançando que a TAP decidiu cancelar a compra de oito aviões Airbus.

    "Decidimos cancelar a encomenda de oito A320", afirmou, referindo que está decisão já foi comunicada à Airbus e, "em princípio, não terá custos".

    O presidente da TAP disse que a empresa está a elaborar um "orçamento conservador" para 2009, ao mesmo tempo que está a fazer analisar os mercados para definir onde há capacidade de crescimento e onde poderão haver reduções.

    Fora de questão está, para já, o encerramento de rotas e o despedimento de funcionários.

    "Não temos, por enquanto, ideia de fechar rotas", disse Fernando Pinto, referindo que a empresa está a "fazer todos os esforços para não reduzir mão-de-obra".

    "A nossa intenção não é reduzir pessoal, mas nós precisamos de flexibilidade", afirmou.

    Questionado sobre a privatização da TAP, Fernando Pinto disse que a decisão será do Governo.

    "Tudo depende do Governo. A decisão é dele [Governo]. É uma questão política", disse.

   

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