Sindicato apela para que Governo garanta a distribuição de jornais em todo o país

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) apelou para que o Governo assegure a distribuição de jornais em todo o país, salientando que esta atividade não pode estar “refém” de uma empresa, ou seja, da Vasp



Num comunicado, a estrutura sindical disse que “a missão de levar o serviço público e o bem essencial que é a imprensa escrita a todos os cantos do país não pode estar dependente de um monopólio privado” nem “refém de uma empresa”, ou seja, da Vasp, que “alega dificuldades para ameaçar apagar metade do país do mapa quando tem resultados positivos, segundo notícias publicadas e não desmentidas”.

Para o SJ, a solução passaria por ter “o Estado a assumir a distribuição dos jornais e revistas, pois, como assumiu o próprio ministro da Presidência, Leitão Amaro, que tutela a comunicação social, a imprensa escrita é um fator de coesão territorial”.

O sindicato lembrou que “em reunião com o anterior titular da pasta, Pedro Duarte, e subsequentes encontros com o secretário de Estado da Comunicação Social ao tempo do primeiro governo do PSD, o SJ não obstou à intenção manifestada pelo executivo de avançar com um concurso público internacional para a distribuição da imprensa escrita”, para evitar este monopólio.

“É tempo de agir, de avançar com soluções que sejam equilibradas, justas e que protejam um direito consagrado na Constituição, a salvo de humores e discricionariedades monopolistas, permitindo acesso a todos os portugueses à imprensa escrita sem discriminação geográfica”, destacou.

Segundo o SJ, “não é a primeira vez que a atuação da Vasp ameaça o jornalismo”, apontando a diminuição das margens de lucro dos revendedores, “que se sentem cada vez menos estimulados a vender jornais e revistas”.

“Da mesma forma que a televisão e a rádio públicas têm de chegar a todos os cantos de Portugal, a imprensa escrita deve ser tão acessível aos que vivem no litoral como aos que vivem no interior”, salientou, apontando que “não é admissível que haja portugueses de primeira e de segunda”.

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