Madeleine McCann

Redes sociais na Internet podem ajudar a encontrar criança


 

Lusa/AO Online   Internacional   3 de Nov de 2009, 11:17

A polícia britânica quer aproveitar o “lado positivo” da Internet e usar redes sociais como o Facebook, ou o Twitter para encontrar Madeleine McCann.

É com os olhos nos milhões de utilizadores destes sites que o Centro de Protecção contra a Exploração Infantil Online (Ceop, na sigla inglesa), uma agência policial britânica, lança hoje um novo filme de 60 segundos que apela ao fornecimento de informações sobre a criança.

Por ser um filme curto e traduzido em sete línguas (inglês, português, espanhol, francês, alemão, italiano, árabe e chinês), a mensagem poderá ser vista e ouvida em grande parte do mundo.

“Esperamos ver o link do filme em e-mails, em redes sociais, no Twitter... Para que cada vez que se faça uma busca ele apareça”, disse à agência Lusa o director do Ceop, Jim Gamble.

Nos próximos dias, o responsável espera também que o filme seja referido nos sites Facebook, Myspace, Bebo, AOL ou MSN.

O filme vai também estar no site de vídeos YouTube, onde pode ser visto no canal do Ceop (https://www.youtube.com/user/ceop#p/u/1/B7t0vT5nvNw).

“Queremos ver [o filme] nestes sítios, que são muitas vezes diabolizados por causa das poucas pessoas que os usam para maus fins, os poucos que vão à internet para aliciar crianças”, disse.

Gamble quer “ver a indústria online celebrar o lado positivo da Internet” e desafia estas empresas a mostrar que “estão a participar na divulgação desta mensagem para conseguir o maior número de visualizações possível”.

Criado em 2006, o Ceop é uma agência especializada no combate à exploração infantil na Internet que já conseguiu descobrir e dissolver 166 redes de pedofilia.

De acordo com os números da Ceop, a agência esteve por detrás de 714 detenções e conseguiu salvar 346 crianças.

A grande vantagem da Internet é milhões de pessoas poderem ajudar nesta iniciativa “simplesmente sentadas ao computador pessoal em casa, no comboio ou num banco de jardim”, segundo Gamble.

A novidade deste filme sobre Madeleine McCann é que se destina não ao público em geral, mas a uma pessoa “que sabe ou suspeita fortemente [do culpado] e provavelmente luta com a consciência”.

Segundo Jim Gamble, pode ser um familiar, amigo, vizinho ou colega do alegado raptor da criança que ainda não falou por “amor, lealdade ou até medo”.

O destinatário sabe quem é Madeleine e “é muito provável que use a Internet para saber notícias da investigação”.

A polícia britânica espera que este filme, que tem uma abordagem "inovadora", se transforme numa “mensagem viral electrónica” e se espalhe pelo mundo em poucos dias.

Este polícia, que esteve ligado ao combate ao terrorismo na Irlanda do Norte e ao crime organizado no Reino Unido, considera que não é produtivo perder tempo a discutir as diferentes teorias sobre o desaparecimento de Madeleine: “A beleza [desta iniciativa] é que olha para a frente e não para trás”.

O que é importante, acrescentou, é que “alguém esteve envolvido e alguém sabe”. E saber a verdade é importante “para acabar com o sofrimento da família e proteger outras crianças”.

Madeleine McCann desapareceu a 03 de Maio de 2007, poucos dias antes de completar quatro anos de idade, num complexo turístico na Praia da Luz, Portimão.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.