Preços devem baixar significativamente no 1º semestre de 2012

Preços devem baixar significativamente no 1º semestre de 2012

 

Lusa/AO online   Economia   14 de Out de 2011, 14:13

Os preços do petróleo vão baixar significativamente no primeiro semestre de 2012 se as perspetivas de contração da economia se concretizarem, defenderam hoje à Lusa analistas do Banco Big e do BPI

Referindo que “a energia está intimamente ligada às perspetivas económicas”, João Lampreia, do Big, afirmou que “o cenário de abrandamento económico, claramente visível sobretudo no bloco europeu, vai pressionar” os preços.

“A questão poderá agravar-se do ponto de vista da contração económica - e depois de transladação para a queda de preços das matérias primas - ao longo do primeiro semestre do próximo ano”, defendeu.

Portugal - que, como sublinhou o analista, “segue o jogo internacional dos preços” – também deverá sentir uma decréscimo dos preços dos combustíveis.

“Acreditamos que é expectável uma correção [dos preços] das matérias-primas que será refletida depois no consumidor final”, disse, acrescentando que “de forma muito ténue já se começam a vislumbrar alguns sinais de que isso está em curso”.

No entanto, ressalvou, “para haver uma queda significativa no mercado nacional, teríamos de ter o crude WTI [West Texas Intermediate, o petróleo extraído principalmente na região do Golfo do México e comercializado na Bolsa de Nova York] a chegar aos 70 dólares, sendo que hoje estava nos 85 dólares”.

Também Agostinho Alves, do Banco BPI, considera que os preços dos combustíveis deverão consolidar a tendência de descida que têm demonstrado nos últimos meses.

“Acho que isto é uma tendência para durar e portanto deverá continuar no início do próximo ano”, afirmou, explicando que “se está a ser revista em baixa a atividade económica não só para este ano como para o próximo, e havendo sinais particularmente preocupantes para 2012, isso vai reflectir-se nos preços”.

A Agência Internacional de Energia (AIE) reviu esta semana em baixa as previsões de procura mundial de petróleo em 2011 e 2012 devido ao abrandamento económico.

Segundo a AIE, o consumo de petróleo deve cair 50.000 barris por dia este ano e 210 mil no próximo ano.

A procura deverá assim passar para 89,2 milhões de barris por dia em 2011 (mais 1,1 por cento do que em 2010), aumentando 1,4 por cento no próximo ano, para 90,5 milhões de barris por dia.

A agência internacional, que agrega os consumidores de crude mais ricos, admite ainda que as previsões possam voltar a baixar se o crescimento da economia mundial continuar a afundar.


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