Açoriano Oriental
Parlamento Europeu quer Pacto Ecológico mais ambicioso já para 2030

Os eurodeputados aprovaram hoje uma resolução em Estrasburgo pedindo mais ambição ao Pacto Ecológico Europeu (“Green Deal”), com metas vinculativas para os Estados-membros em 2030 e 2040, e alertaram para “necessidades de financiamento consideráveis”.

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Foto: Rui Jorge Cabral/AO
Autor: Lusa/AO Online

A Comissão Europeia tinha estimado um investimento adicional de 260 mil milhões de euros anualmente até 2030 para responder aos objetivos em termos de clima e energia, mas o texto hoje aprovado pelo Parlamento Europeu diz que as necessidades “excedem largamente o valor cauteloso” do executivo de Bruxelas.

Na resolução, aprovada com 482 votos a favor, 136 contra e 95 abstenções, os eurodeputados apoiam as linhas gerais do Plano de Investimento para uma Europa Sustentável, nomeadamente o novo Fundo de Transição Justa, no valor de 7,5 mil milhões de euros, para ajudar reconverter regiões altamente dependentes dos combustíveis fósseis e com economias baseadas nas emissões de dióxido de carbono.

O referido mecanismo, tutelado pela portuguesa Elisa Ferreira, comissária para a Coesão e Reformas, merece “um financiamento consistente”, segundo o texto, e “não deve consistir numa mera transferência para os governos ou as empresas nacionais, nem deve ser utilizado para pagar o passivo das empresas”, mas sim auxiliar trabalhadores de todos os setores e comunidades da União Europeia (UE) mais afetados pela descarbonização, como as regiões de extração de carvão, por exemplo, na transição para uma atividade limpa.

O PE quer colocar a meta de redução das emissões da UE prevista para 2030 em 55%, comparando com os níveis de 1990, e insta o colégio dirigido pela alemã Von der Leyen a apresentar uma proposta nesse sentido para que seja adotada antes da próxima Cimeira do Clima (COP26), em novembro.

Os eurodeputados pretendem também metas intermédias para 2040 tendo em conta o objetivo da neutralidade carbónica em 2050.


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