Lajes do Pico recebe Festival de Danças do Mundo

A 5ª edição conta com algumas novidades, nomeadamente a estreia de uma banda bal folk. Oficinas, jam sessions, bailes de folk, bailes de rodas e as chamarritas também fazem parte da programação.



As Lajes do Pico acolhem, entre os dias 4 e 6 de junho, a 5.ª edição do Festival de Danças do Mundo, um evento que abre as suas portas a toda a ilha e aos seus visitantes para uma celebração que privilegia a diversidade e o encontro de gerações através das artes coreográficas.

A organização assegura uma programação composta por bal folk, jam sessions, oficinas e outros.

Este ano, o Festival conta com algumas novidades, nomeadamente “dois workshops extra que não costumam acontecer, um de canto tradicional e outro de da Adufe”, disse Miguel Lopes, programador do evento, explicando que a “ideia do workshop é preparar um grupo de pessoas para atuar num baile”. Outra novidade é a apresentação do primeiro projeto/banda bal folk local. Miguel Lopes refere que no ano passado, entre alguns participantes, “formou-se uma sinergia interessante e criou-se uma banda nova que vai estrear este ano. Essa banda faz a transposição do cancioneiro açoriano para as danças folk”.

O que não irá faltar são as chamarritas e os bailes de roda que ocupam um lugar de destaque, com oficinas e bailes dinamizados por tocadores e grupos locais, assegurando a “preservação e a revitalização das expressões identitárias da ilha”. Assim, o Festival de Danças do Mundo da vila das Lajes do Pico contará com a presença de bandas e formadores provenientes do berço do movimento bal folk, França. A oficina de canto tradicional será dinamizada por Natércia Lameiro, compositora, cantora e professora de dança. Nesta oficina será “trabalhado repertório de canto que serve de base a danças portuguesas e do mundo”. Rui Silva, músico percussionista, professor de música e construtor de adufes, levará a cabo a oficina de Adufe.

Da programação faz parte uma residência artística e a estreia do projeto ‘Corda Cordes’, uma “conexão musical entre França, Portugal Continental e os Açores, dando expressão a tradições populares geograficamente distantes, mas unidas pela dança”.

De acordo com o programador do Festival, este é um evento para “dentro e para fora”, explicando que o Festival de Danças do Mundo surgiu “com a célebre frase de ter que sair da ilha para se conhecer e de trazer qualquer coisa de fora para valorizar o que temos. A ideia é sempre essa, é trazer as danças do mundo - que são de fora -, mas incluir o património coreográfico açoriano nessas danças do mundo e dá-lo a conhecer. Esse é o objetivo do festival”.

As expectativas têm aumentando de ano para ano. O público tem sido participativo, “tem vindo sempre a crescer, mas ainda não há um público totalmente estabelecido”, afirmou Miguel Lopes, sublinhando que “a minha expectativa é que, este ano, tenha ainda mais pessoas do que no ano passado, que envolva mais pessoas a nível local, porque, parece estranho, mas se calhar, a comunidade local é aquela que está a ser mais resistente”. Porém, “continuam a vir pessoas de fora. No ano passado já começaram a vir pessoas especificamente para o festival e sei que este ano também vêm pessoas de propósito para o festival e isso aumenta sempre as expectativas”.

A estrutura do evento foi desenhada para garantir que ninguém seja mero espectador. Durante o dia, as oficinas preparam os participantes para as danças da noite. Este método promove uma “participação descontraída e inclusiva em todos os bailes. As jam sessions fomentam um intercâmbio direto e enriquecedor entre artistas locais e internacionais”.

O Festival de Danças do Mundo das Lajes do Pico terá lugar em diversos espaços das Lajes do Pico, nomeadamente na sede da Filarmónica Liberdade Lajense, no Auditório Municipal e também no exterior. Miguel Lopes adianta que “queremos dinamizar o Forte de Santa Catarina este ano e a entrada da vila, o cais de cruzeiro, o largo, por forma a que quem chegue fique a conhecer o festival”.

O evento conta com o apoio institucional da Câmara Municipal das Lajes do Pico, da Associação Cultural Terra Baleeira, da Filarmónica Liberdade Lajense e da Direção Regional da Cultura, a par do apoio logístico de uma rede de voluntários e colaboradores anónimos unidos pela paixão ao movimento bal folk.

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O líder do PS/Açores, Francisco César, considera que a resposta aos problemas da Região não passa por criar mais instabilidade política, mas sim por apresentar alternativas credíveis e soluções concretas.