Os passageiros do voo S4173 da Azores Airlines que viajaram do Porto para Ponta Delgada no domingo terminou com mais de uma centena de pessoas, entre elas crianças, idosos e a equipa de desporto adaptado do Santa Clara, a ter de passar a noite nos bancos da aerogare civil das Lajes, na ilha Terceira.
Segundo apurou o Açoriano Oriental junto de alguns dos passageiros, a viagem sofreu um atraso na partida, que condicionou o resto da operação: com hora de saída prevista do aeroporto Francisco Sá Carneiro às 19h45 (hora de Portugal continental) de domingo, dia 24 de maio, a aeronave só levantou voo duas horas depois, o que aconteceu, segundo informações transmitidas aos passageiros, a uma manutenção da aeronave no aeroporto de Ponta Delgada.
Na aproximação a São Miguel, a tripulação do avião Wonder (CS-TSG) enfrentou condições atmosféricas adversas, nomeadamente o nevoeiro que, ao final da noite de domingo, voltou a cair sobre a ilha. Após duas tentativas, a aeronave diverge para a ilha Terceira, onde aterra pouco depois da meia-noite.
Com os passageiros já desembarcados, a companhia aérea vai adiando as informações às pessoas, até que, por volta das 3h da madrugada de segunda-feira, dia 25 de maio, informa-os que o voo foi cancelado.
Segundo relatos de alguns passageiros, a SATAinformou que não havia condições de alojamento na ilha Terceira, o que obrigou a que as pessoas pernoitassem nos bancos do aeroporto, com apenas um voucher de alimentação no valor de 7 euros e alguns cobertores, fornecidos pela transportadora, o que foi considerado muito insuficiente pelos passageiros ouvidos pelo jornal.
O Açoriano Oriental apurou que os passageiros do voo S4173 foram realocados noutros voos durante o dia de ontem.
O jornal procurou ouvir a companhia aérea, mas até ao fecho do jornal, não foi possível ter uma reação por parte da Azores Airlines.
De
recordar que a operação aérea da transportadora açoriana sofreu diversos
cancelamentos desde sexta-feira passada, devido ao nevoeiro, tendo
estado a realizar voos extraordinários para repor a normalidade.
