Alza corre contra o tempo para mudar valências para a nova sede

Associação Alzheimer Açores - alza está a apelar à solidariedade para poder concretizar as obras prioritárias e mudar-se para a sua nova sede. Isto porque tem de deixar as suas instalações atuais, que são arrendadas, até ao final deste mês de junho.



A Associação Alzheimer Açores - alza está a apelar à solidariedade para poder concretizar o mais rapidamente possível as obras prioritárias e mudar as suas valências para a nova sede, adquirida em 2021, mas a precisar de obras. 

Isto porque, a alza terá de deixar as atuais instalações arrendadas até ao final deste mês.  E para se mudar para sua sede própria, um projeto da associação desde a sua criação em 2006, terá de ter o mínimo de condições. 

Entretanto, a obra completa na nova sede só deverá estar concluída até ao final deste ano.

A nova sede da alza vai ser instalada num edifício na Avenida Príncipe do Mónaco, em Ponta Delgada, adquirido com o apoio do Governo Regional dos Açores, mas que necessita de adaptações para responder às necessidades e especificidades do serviço.

E apesar da rapidez, aliada às dificuldades financeiras de fazer uma obra tão rapidamente, até ao momento já foi possível criar áreas destinadas ao refeitório, ginásio e equipamentos, para além de instalações sanitárias totalmente adaptadas. Já foi também realizada a substituição quase total do pavimento, garantindo um ambiente seguro e acolhedor.

Contudo, alerta a associação em comunicado, a alza precisa de apoio “para que o espaço possa acolher os serviços disponibilizados pela associação, com total segurança, nomeadamente o Centro Alzheimer São Miguel – CASM, com funcionamento de centro de dia e o Centro Ambulatório de Intervenção nas Demências - CAID”.

E para que isso possa acontecer, há intervenções urgentes a fazer, como a vedação do jardim para liberdade de circulação dos clientes; a substituição do portão principal; a criação de estacionamento interior, que é exigido por lei e a adaptação das áreas exteriores para acesso da viatura adaptada da instituição.

É ainda necessária com urgência a aquisição de eletrodomésticos para a cozinha, nomeadamente frigorífico, fogão e forno, bem como mobiliário para o refeitório, ginásio e sala de estar, de que são exemplos mesas, cadeiras e sofás.

Conforme afirma em declarações ao Açoriano Oriental a presidente da direção da alza, Berta Cabral do Couto,  “fomos obrigados a enveredar na tomada de decisão de realizar algumas obras e aquisição de equipamentos, em virtude do senhorio da atual moradia exigir a saída da alza até finais de junho”.

Neste momento, a alza está numa corrida contra o tempo, o que leva Berta Cabral do Couto afirmar que “em boa hora, a sede oferecida pelo Governo Regional em 2021 levou à cidadania ativa, congregando boas vontades e esforços que se impõem nesta emergência da alza”. 

Berta Cabral do Couto, que ajudou a fundar a alza e preside a esta associação desde a sua criação há 20 anos, reconhece igualmente que  lista de espera “é extensa”,  o que  levou à criação de mais duas valências  para os doentes que atualmente não conseguem a inscrição no Centro Alzheimer São Miguel por falta de espaço, “mas que podem beneficiar de terapias na alza ou no domicílio”.

Prioridade absoluta neste momento, garante a presidente da direção da alza, são as obras “indispensáveis para o funcionamento imediato das nossas valências”, ficando para mais tarde “algumas  alterações no interior e exterior, por representarem custos elevados para a alza”.

Em comunicado, a alza afirma ainda que pretende criar “um espaço familiar, tranquilo e digno” na sua nova sede e, por isso, está a apelar “à solidariedade da comunidade açoriana, particulares e empresas locais, considerando que cada contributo conta”.

Os interessados em colaborar na abertura da nova sede poderão contactar a alza através do telefone 296 653 073 ou efetuar um donativo através do IBAN da CGD PT50 003506270007402183038 – alza, conclui a associação em comunicado.

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O líder do PS/Açores, Francisco César, considera que a resposta aos problemas da Região não passa por criar mais instabilidade política, mas sim por apresentar alternativas credíveis e soluções concretas.