Clubes da AFAH deixam de participar na Série Açores

A partir de 2027/2028 os clubes da Associação de Futebol de Angra do Heroísmo não vão competir na Série Açores da III Divisão nacional.



Os clubes de futsal filiados na Associação de Futebol de Angra do Heroísmo (AFAH) vão deixar de participar na Série Açores da III Divisão nacional a partir da época 2027/2028, informou ontem aquele organismo.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelos próprios clubes e deliberada ontem durante  o Programa Executivo da AFAH, encontro anual que reúne a direção da associação e os clubes filiados para debater temas estratégicos relacionados com o desenvolvimento do futsal local e regional.

A medida contou com o apoio total da direção da AFAH e resultou de um consenso entre os presidentes dos clubes associados, no âmbito de uma reflexão sobre o futuro da modalidade e da definição de estratégias para as próximas temporadas.

De acordo com uma nota de imprensa da AFAH, na base desta medida, entre muitos fatores, está o nível competitivo da prova e o impacto direto da mesma no campeonato de ilha. Adicionalmente, o facto de o vencedor da competição não subir diretamente à II Divisão Nacional é visto pela AFAH - e pelos seus filiados - como uma discriminação por parte da Federação Portuguesa de Futebol ao longo dos anos.

No seguimento desta deliberação, o presidente da AFAH, Maurício Toledo, diz lamentar “a falta de sensibilidade das outras associações de futebol a nível nacional naquilo que é a nossa visão para o desenvolvimento do futsal Regional.”

Para o dirigente associativo, não deixa também de ser motivo de insatisfação verificar que “num ano de revisão de regulamentos e de formatos das competições, as maiores associações de futebol do país foram castradoras do desenvolvimento das restantes”, concluiu Maurício Toledo, citado na referida nota de imprensa.

Durante o encontro realizado ontem em Angra do Heroísmo, os clubes defenderam igualmente a necessidade de uma mudança de mentalidade na forma como a formação é encarada, tendo sido destacado que os clubes suportam elevados custos relacionados com a atividade formativa, sem que exista, na maioria dos casos, a cobrança de mensalidades aos atletas.

Os dirigentes consideram que será necessário, num futuro próximo, que os pais e encarregados de educação passem a contribuir financeiramente para a prática da modalidade, de forma a garantir a sustentabilidade do futsal de formação e assegurar a sua continuidade, bem como a dos clubes.

PUB

O nevoeiro registado ontem na ilha de São Miguel provocou vários cancelamentos de voos no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada.