IL questiona Governo sobre avaliação de risco na Terceira

Em causa estão avaliações de risco que previam mortes e dificuldades de evacuação das populações da zona oeste, em caso de erupção na ilha Terceira.



A Iniciativa Liberal (IL) questionou o Governo Regional sobre a existência de avaliações de risco que previam mortes e dificuldades de evacuação das populações da zona oeste, em caso de erupção na ilha Terceira.

Conforme refere a IL/Açores em nota de imprensa, o deputado Nuno Barata, que ontem reassumiu funções depois de um período de substituição, entregou um requerimento ao Governo Regional a exigir esclarecimentos urgentes sobre alegadas avaliações de risco realizadas durante a recente crise sismovulcânica de Santa Bárbara, na ilha Terceira.

Em causa estarão, segundo um editorial publicado pelo jornal “Diário Insular” no passado sábado, avaliações de risco que poderiam apontar para cenários de vítimas mortais e para sérias dificuldades de evacuação das populações da zona oeste da ilha Terceira.

Conforme recorda Nuno Barata, nesse editorial “são feitas referências à existência de mapas de risco e cenários operacionais que admitiriam a possibilidade de fluxos lávicos cortarem vias de evacuação essenciais, num contexto em que a Estrada do Raminho permaneceu encerrada durante um longo período”.

Por isso e para a Iniciativa Liberal, as afirmações divulgadas são “demasiado graves para ficarem sem resposta”, uma vez que “se existiram avaliações técnicas que previam riscos acrescidos para milhares de pessoas e até potenciais perdas de vidas humanas, os açorianos têm o direito de saber”.

Para Nuno Barata, “se essas avaliações nunca existiram ou foram grosseiramente exageradas, os açorianos também têm o direito de o saber. O que não pode acontecer é permanecer a dúvida sobre uma matéria desta gravidade”.

No Requerimento entregue no parlamento, o deputado liberal no parlamento açoriano questiona ainda o Governo Regional sobre “a eventual existência de estudos, relatórios, pareceres, mapas de risco ou planos de contingência que tenham avaliado o impacto do encerramento da Estrada do Raminho na capacidade de evacuação das populações” da zona oeste da Terceira, durante a crise sismovulcânica.

A Iniciativa Liberal pretende igualmente saber que “medidas foram adotadas para mitigar os riscos decorrentes da indisponibilidade” da Estrada do Raminho.

Para NunoBarata, “estamos perante uma de duas hipóteses: ou foi ocultada informação extremamente relevante para a segurança das populações, ou foi construída e divulgada uma narrativa alarmista sobre riscos de morte em massa. Em qualquer dos casos, é indispensável que o Governo Regional esclareça os factos de forma completa e transparente”.

Refira-se que o Açoriano Oriental contactou o Governo Regional, no próprio sábado da publicação do editorial, mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.

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O líder do PS/Açores, Francisco César, considera que a resposta aos problemas da Região não passa por criar mais instabilidade política, mas sim por apresentar alternativas credíveis e soluções concretas.