Itália

Veltroni vai liderar novo Partido Democrata


 

Lusa / AO online   Internacional   14 de Out de 2007, 22:19

Walter Veltroni, presidente da câmara de Roma, foi eleito secretário-geral do recém criado Partido Democrata italiano, nascido da fusão das duas principais forças de centro-esquerda, indicam as primeiras projecções reveladas pelos organizadores da votação.

    De acordo com essas previsões, Veltroni terá conseguido 74,6 por cento dos votos nas primárias para a escolha do líder do novo partido.

    Mais de três milhões de pessoas participaram nesta votação, participação que ultrapassou as previsões mais optimistas que apontavam para um milhão de eleitores.

    Para os analistas, a participação seria o dado mais importante desta jornada dada a desmotivação dos eleitores de centro-esquerda suscitada por várias experiências políticas nos últimos anos.

    Nas primárias de 2005, em que Romano Prodi foi escolhido para enfrentar Silvio Berlusconi nas eleições gerais votaram 4,3 milhões de pessoas.

    O presidente da câmara de Roma, Walter Veltroni, 52 anos, é considerado representante da esquerda moderada.

    "Esta noite confirmamos o nosso apoio pleno ao Governo de Prodi que está a transformar o país", afirmou Veltroni, depois da divulgação das projecções e numa altura em que alguns observadores admitem já que o novo líder do PD poderá ser um sério rival do actual primeiro-ministro.

    A ministra para a Família, Rosy Bindi, representante da área católica, ficou em segundo lugar com 14,1 por cento, o subsecretário da presidência do Conselho de Ministros, Enrico Letta, conseguiu 11 por cento, enquanto os dois últimos candidatos, o economista Piergiorgio Gawronski e o jornalista Mario Adinolfi, recolheram menos de 1 por cento, indicam os números revelados pela organização.

    O novo partido resulta da fusão dos Democratas de Esquerda (ex-comunistas) e da Margarida (católicos de esquerda).

    Nesta votação podiam votar todos os italianos maiores de 16 anos e os imigrantes, possíveis eleitores nas eleições previstas para 2011.

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