Última cimeira europeia sob liderança portuguesa dedicada a desafios futuros dos 27


 

Lusa/Ao online   Nacional   14 de Dez de 2007, 05:16

A última cimeira de líderes da UE sob a actual presidência portuguesa do bloco dos 27 vai tentar hoje, em Bruxelas começar a "meter a casa em ordem" depois de assinado o novo Tratado europeu.
Depois de dois anos e meio de querelas institucionais no seio da Europa comunitária, que culminaram com a adopção do Tratado de Lisboa, os líderes dos 27 países da UE querem aproveitar este encontro formal para se concentrarem nos desafios do futuro e nas questões concretas que interessam aos cidadãos europeus, como por exemplo o lançamento do programa cientifico associado ao programa Gallileo, sistema de navegação por satélite concorrente do GPS norte-americano.

    A reunião tem lugar no dia a seguir à assinatura formal do novo Tratado da UE, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, acto que pode constituir o princípio do fim de uma das piores crises institucionais do processo de integração europeia, depois de franceses e holandeses terem rejeitado em 2005 a Constituição Europeia.

    A Cimeira europeia vai, aliás, apelar para um processo rápido de ratificação do Tratado Reformador. "O próximo Conselho Europeu deverá registar com satisfação a assinatura do Tratado de Lisboa e fazer um apelo para que o processo de ratificação seja rapidamente concluído, para que o documento possa entrar em vigor a 01 de Janeiro de 2009", disse quarta-feira, em Estrasburgo, o secretário de Estado dos Assuntos Europeu, Manuel Lobo Antunes.

    Depois de assinado hoje, no Mosteiro dos Jerónimos, o Tratado terá de ser ratificado pelos 27 Estados-membros, de modo a poder entrar em vigor.

    O Conselho Europeu começa às 10:00 de Bruxelas (09:00 de Lisboa) com uma "breve troca de pontos de vista" com os representantes dos parceiros sociais europeus sobre os "desafios-chave" que o mercado do trabalho enfrenta, seguido do habitual encontro com o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering.

    Os chefes de Estado e de Governo almoçam na companhia dos ministros dos Negócios Estrangeiros, ocasião que será dominada por uma discussão sobre a situação no Kosovo.

    No texto do "projecto de conclusões" do Conselho Europeu, a que a Agência Lusa teve acesso, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia "lamentam profundamente" que sérvios e kosovares albaneses não tenham conseguido chegar a acordo sobre o estatuto final do Kosovo.

    Os líderes europeus vão também decidir formalmente, a partir de uma proposta da França, criar um "grupo de reflexão", que, até 2010, vai elaborar um relatório com propostas sobre o alargamento, o futuro da UE e a questão da integração da Turquia.

    Em termos formais, Portugal passa a presidência europeia à Eslovénia apenas às 00:00 do primeiro dia de 2008.

   

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