Teatro Micaelense recebe no sábado a estreia do espetáculo de dança "Garden"

Teatro Micaelense recebe no sábado a estreia do espetáculo de dança "Garden"

 

Lusa/AO Online   Cultura e Social   16 de Mai de 2019, 10:04

O Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, recebe este sábado a estreia de “Garden”, coreografia de Daniel Cardoso, diretor artístico do Quorum Ballet, em colaboração com o coletivo 37.25-NAP, que espelha três fases da vida de uma mulher.

“Garden” junta o diretor artístico e coreógrafo residente da companhia Quorum Ballet e as bailarinas Catarina Medeiros, Maria João Gouveia e Sara Machado, do coletivo artístico 37.25 – Núcleo de Artes Performativas, num espetáculo que se estreia, este sábado, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, mas que pretende expandir-se para outros sítios, adiantou Daniel Cardoso.

A peça surge no seguimento de uma colaboração que já tinha sido feita, em 2016, entre a companhia e o núcleo regional, altura em que estes se juntaram ao Quorum Ballet, para encenarem “uma versão contemporânea do 'Lago dos Cisnes', que requer sempre bailarinos extra aos bailarinos que estão na companhia”.

A parceria feita há três anos deixou a vontade de “fazer algo de raiz”, que voltasse a juntar os bailarinos, mas dificuldades financeiras atrasaram o processo, até que “daí surgiu este ‘Garden’”, que foi criado “para estas bailarinas”, explicou à Lusa Daniel Cardoso.

“Na altura tinha ideias de fazer algo que tivesse a ver com a cultura local, mas depois, quando começámos a trabalhar no estúdio, virei a agulha completamente”, explicou.

Deparou-se “com três bailarinas, três mulheres, todas com idades diferentes, com experiências diferentes, em fases diferentes” e acabou por “fazer a peça sobre isso mesmo, fazer a peça sobre a mulher, na realidade”.

O espetáculo versa “sobre as três fases da vida da mulher: a mulher enquanto criança e adolescente, a mulher já feita que ainda não tem a responsabilidade de família, ou de um filho, ou de algum relacionamento mais pesado ou mais sério e a mulher que passou por tudo um pouco, que já tem filhos e que tem uma vida já estável e uma 'vida normal', vista pela sociedade”.

O “ponto fulcral acaba por ser a personagem da mãe, da pessoa que está lá para direcionar e que está lá para o que der e vier”, e é daí que surge “o jardim, que significa a origem, o nascimento das coisas”, esclareceu o coreógrafo.

Por agora, está apenas agendado o espetáculo de sábado, no Teatro Micaelense, mas Daniel Cardoso gostava de poder levar a peça a outros sítios “no formato que tinha pensado originalmente, que era haver uma ligação com os bailarinos do Quorum Ballet”.

“Aí, a peça seria feita com seis mulheres e não com três”, afirmou o coreógrafo, acrescentando que pretende “pegar neste conceito, estendê-lo um pouco, e arranjar meios para o fazer de outra forma”.

Daniel Cardoso fundou o Quorum Ballet, em 2005, depois de ter estado integrado, enquanto solista, em companhias como a Martha Graham Dance e o Donald Byrd/The Group, e de ter sido bailarino convidado no Westchester Ballet Company, no Pearl Lang Dance Theater e na Battery Dance Company, entre outras formações.

Foi bailarino principal do Peter Schaufuss Ballet, na Dinamarca.

Como coreógrafo, criou mais de 35 trabalhos para o Quorum Ballet e peças para o Ballet Nacional da Opera da Albânia, o Peter Schaufuss Ballet, a Vaganova Academy e o Conservatório Nacional, entre outros.

Para este trabalho, junta-se ao 37.25 – NAP, um núcleo constituído por oito bailarinos micaelenses, que comunicam as suas experiências e a herança insular através da dança.


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