O líder do Governo de Espanha, que falava em Madrid, num encontro de embaixadores do país, revelou que vai pedir ao parlamento nacional que aprove o envio de tropas para a Ucrânia e para a Palestina caso haja avanços, nos dois casos, nos processos de paz e na concretização e missões internacionais.
Sánchez já tinha admitido esta possibilidade no caso da Ucrânia e revelou que fará na próxima semana uma ronda de contactos sobre este caso com os partidos representados no parlamento espanhola.
Defendeu o mesmo para o caso da Palestina, para "quando essa oportunidade se apresentar".
"Quando possamos de uma vez por todas avançar nessa tarefa de paz e num futuro, a médio prazo, oxalá mais imediato, de reconhecimento dos dois Estados, Israel e Palestina", afirmou.
Espanha reconheceu o Estado da Palestina em maio do ano passado e o primeiro-ministro espanhol tem sido um dos líderes internacionais a criticar de forma mais contundente Israel, falando reiteradamente num "genocídio em Gaza".
A guerra no território palestiniano da Faixa de Gaza foi iniciada quando o grupo islamita radical Hamas, que controla o território desde 2007, atacou solo israelita, a 07 de outubro de 2023. Nos ataques morreram 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
Sánchez admite tropas espanholas em missões de paz na Ucrânia e Palestina
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, manifestou disponibilidade para a integração de tropas espanholas em eventuais missões de paz na Ucrânia e na Palestina "quando essa oportunidade se apresentar"
Autor: Lusa/AO Online
