Salários devem aumentar 3,5% no próximo ano

Salários devem aumentar 3,5% no próximo ano

 

Lusa / AO online   Economia   26 de Nov de 2007, 14:36

Os salários médios devem aumentar 3,5 por cento em Portugal em 2008, uma décima acima do aumento médio salarial estimado para a Europa Ocidental (3,4 por cento), indica um relatório da consultora Mercer.
O estudo da Mercer sobre as tendências salariais a nível mundial estima, assim, que o aumento real dos salários em Portugal no próximo ano seja de 1,2 pontos percentuais, descontando a inflação prevista de 2,3 por cento.

O estudo da Mercer analisou 62 países e evidencia uma correlação entre a inflação estimada para o próximo ano e a previsão dos aumentos salariais médios, destacando que existem diferenças acentuadas a nível global.

A Mercer perspectiva que nos 19 países da Europa Ocidental analisados, entre os quais Portugal, os salários cresçam, em média, 3,4 por cento, 1,3 pontos percentuais acima da inflação prevista para a região.

O aumento salarial médio previsto para Portugal, de 3,5 por cento, é superior ao da Itália e Reino Unido (3,1 por cento), ao da França e Holanda (3 por cento) e ao da Alemanha (2,7 por cento).

Descontada a taxa de inflação, a previsão de aumentos salariais reais é de 1,2 pontos percentuais em Portugal, França e Itália.

A Alemanha e o Reino Unido surgem com um aumento salarial real no próximo ano na ordem de 1,1 pontos percentuais, enquanto Holanda apresenta um valor inferior na casa dos 0,9 pontos percentuais, com uma taxa de inflação prevista para este país de 2,1 por cento em 2008.

Embora a Irlanda seja o país da Europa Ocidental em que se estima um maior aumento salarial (4,7 por cento), aparece também com o maior aumento acima da inflação (2,6 pontos percentuais).

Por sua vez, a Espanha deverá registar um aumento salarial médio real de 3,8 por cento. Se descontada a inflação de 2,4 por cento, a previsão para o aumento salarial será de 1,4 pontos percentuais acima da taxa de inflação.

Na Europa de Leste, o cenário altera-se já que se espera que os aumentos salariais estejam entre os maiores a nível mundial, com um média de crescimento de 6,9 por cento.

Como se espera que a taxa de inflação seja igualmente elevada, os aumentos acima da inflação serão apenas de 2,3 pontos percentuais, refere o estudo.

A Bulgária é o país onde se esperam os maiores aumentos médios (9,3 por cento), com uma taxa de inflação na casa dos 4,4 por cento.

No pólo oposto está a República Checa, onde se espera que o aumento médio dos salários (4 por cento) seja prejudicado pela inflação da ordem dos 3,1 por cento.

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