Representante da República começou a ouvir os partidos sobre formação do próximo Governo Regional


 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Out de 2011, 11:23

O Representante da República começou hoje a ouvir, por ordem crescente dos resultados das eleições de 09 de outubro, os representantes dos oito partidos que têm assento na Assembleia Legislativa da Madeira, visando a formação do próximo Governo Regional.

Ireneu Barreto começou por receber de manhã os deputados eleitos pelo Movimento Partido da Terra (MPT) e do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), tendo agendados para a parte da tarde encontros com o Partido da Nova Democrata (PND), Coligação Democrática Unitária (CDU) e Partido Trabalhista Português (PTP).

“Tivemos a oportunidade de dizer ao senhor Representante da República que nada temos a opor que seja o PSD a formar Governo e o seu presidente candidato, porque isso decorre dos resultados eleitorais, da democracia”, disse o deputado eleito do MPT, João Isidoro, no final da audiência com Ireneu Barreto.

O também líder do Partido da Terra, que já anunciou que não assumirá o mandato e continuará a desempenhar o cargo de autarca no município de Câmara de Lobos, aproveitou a ocasião para desafiar o novo Governo madeirense, o PSD e o seu presidente, Alberto João Jardim, a “cumprirem as promessas que fizeram durante a campanha eleitoral”.

“Não cedam um milímetro naquilo que são os direitos da autonomia, foi esse compromisso que assumiram, e não deixem a democracia e a autonomia conquistada durante 30 anos serem beliscadas”, instou João Isidoro.

Salientou ainda que, enquanto partido da oposição, o MPT “não aceitará que o plano de resgate que é suposto ser negociado entre os Governos Regional e da República venha penalizar duplamente os madeirenses”.

“Somos portugueses como os do Continente, por isso o MPT não aceita que os madeirenses sejam chamados a pagar uma segunda divida, a da região”, frisou.

Quanto ao deputado único do PAN, Rui Almeida, após o que considerou ter sido uma “conversa franca e aberta” e uma “troca muito frutífera de ideias e diálogo aberto” com o Representante da República, também sustentou que “deve ser respeitada a decisão expressa pela população”, adiantando que “o PSD deve formar Governo para governar nos próximos tempos”.

Admitindo que o partido não ficou “satisfeito” com a maioria absoluta obtida pelo PSD no sufrágio regional, Rui Almeida sublinhou: “Antevemos um período de grandes dificuldades e há uma certa justiça que agora o PSD vá gerir os graves erros que foram cometidos ao longo dos anos, para ver se tem coragem para governar e tomar as medidas que são necessárias numa altura em que vão ser exigidos sacrifícios aos madeirenses”.

O Representante da República vai receber sexta-feira os partidos mais votados, o PS, o CDS e o PSD.

Nas últimas eleições legislativas na Madeira, o PSD, apesar de ter registado o pior resultado de sempre, conseguiu décima maioria absoluta neste tipo de sufrágio e elegeu 25 dos 47 deputados que compõem o parlamento madeirense.

O CDS passou a ser a segunda força política na região e aumentou o seu grupo parlamentar de dois para nove deputados, enquanto que o PS perdeu um representante e tem seis elementos.

O PTP, que se estreou nestas eleições, elegeu três deputados. A CDU, o PND, o PAN e o MPT têm um representante cada e o BE ficou de fora da Assembleia.


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