Saúde

Rastreios e consultas realizados em ópticas podem ser perigosos


 

Lusa/AO Online   Nacional   16 de Set de 2011, 17:50

A presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alertou para os riscos da realização de rastreios e consultas em ópticas, lembrando que os profissionais que trabalham nas lojas não são médicos nem estão habilitados a receitar.
“Para evitar confusões, os oftalmologistas que receitam não podem vender e quem vende não pode receitar. Se baralharmos esta equação o resultado pode ser muito mau”, simplificou a presidente da SPO, Manuela Carmona.

Às consultas de Manuela Carmona já chegaram “mães muito alarmadas” porque tinham sido informadas nas ópticas de que os filhos viam mal. Mas, depois de feitos os exames necessários, “verificou-se que afinal nem precisavam de óculos”, concluiu a especialista.

Para a presidente da SPO não há dúvidas: “Quem deve tratar da saúde visual são os médicos oftalmologistas”.

A edição de hoje do jornal I notícia que há ópticas que realizam “rastreios falsos” em escolas tendo já provocado problemas de visão às crianças por erro na avaliação.

Segundo o diretor do serviço de oftalmologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, as crianças são observadas em carrinhas, sendo que “muitas nem têm especialistas".

A “Multiópticas” é uma das empresas envolvidas no escândalo. Contactado pela Lusa, o director geral desta cadeia, Rui Borges, garante que a “única carrinha que têm a circular no país tem o melhor equipamento que existe e os rastreios são feitos apenas por optometristas licenciados”.

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