Putin espera que EUA não forcem criação de escudo anti-míssil na Europa

Putin espera que EUA não forcem criação de escudo anti-míssil na Europa

 

Lusa / AO online   Internacional   12 de Out de 2007, 12:47

O Presidente da Rússia afirmou hoje esperar que os Estados Unidos não forcem a assinatura de um acordo sobre a criação de um sistema anti-míssil com a Europa, enquanto decorrerem conversações entre os dois países.
    "A única coisa para a qual gostaria de chamar a vossa atenção é para o facto de esperarmos, neste processo de conversações difíceis, que vocês não forcem os vossos anteriores acordos com os países da Europa do Leste", disse Vladimir Putin num encontro com os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros russos e norte-americanos.

    Serguei Lavrov e Anatoli Serdiukov, ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa russos, estão reunidos em Moscovo com os seus homólogos norte-americanos: Condoleezza Rice e Robert Gates, para aproximarem as posições sobre a criação de um escudo anti-míssil norte-americano na Europa.

    "Ou seja, nós e vós poderemos decidir um dia que os sistemas anti-míssil poderão ser instalados também na Lua, mas, até chegarmos aí, as possibilidades de chegarmos a um acordo poderão perder-se devido ... aos planos próprios (militares)", sublinhou Putin.

    Os Estados Unidos planeiam instalar um sistema de defesa anti-míssil na República Checa e Polónia, alegando ameaças de mísseis do Irão, mas Moscovo, como alternativa, propõe a utilização conjunta da Central de Radares de Gabalá, no Azerbaijão, actualmente alugada à Rússia.

    Nesse encontro, Condoleezza Rice afirmou que os Estados Unidos tencionam superar as divergências com a Rússia neste campo.

    "Não obstante existirem algumas divergências entre nós, iremos tentar superá-las", afirmou.

    "Se a informação não me falha, vós tendes a vossa visão de como se deve desenvolver a nossa cooperação nesta esfera e saudamos semelhante disposição construtiva", respondeu Putin.

    A secretária de Estado norte-americana acrescentou que os dois países actuam conjuntamente também em esferas como o combate ao terrorismo e à difusão de armas de destruição maciça.

    "Isso é muito mais importante do que as divergências entre nós", frisou Rice.

    O Presidente russo defendeu também a necessidade de dar aos acordos russo-americanos sobre a destruição de mísseis de curto e médio alcance um "carácter global".
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