"Lei das 125"

Procura de motas pelas mulheres triplica


 

Lusa/AO Online   Nacional   17 de Nov de 2009, 07:01

Homens a residir nas cidades na casa dos 30 a 50 anos e mulheres para quem a mota é mais uma "solução de mobilidade" do que um "produto emocional" são os novos motociclistas surgidos com a 'Lei das 125'.

"A mota tem sido vista como um produto mais emocional, mas é agora encarada como uma boa solução de mobilidade, em alternativa aos transportes públicos", explica Carlos Cerqueira, da direcção de marketing da Honda Portugal.

"As pessoas têm actualmente duas preocupações: o tempo que ganham e a parte económica, e, recorrendo a uma 125, para além de ganharem imenso tempo no trânsito, não gastam tanto em combustível e não têm dificuldades no parqueamento, para além de não pagarem imposto de circulação e de terem os seguros mais baratos", disse.

De acordo com o responsável da Honda - a segunda marca que mais motociclos acima de 50 cc vendeu, até Outubro, em Portugal - "as pessoas avaliam todas estas questões, por isso [a compra de uma mota 125] é uma escolha racional".

Também Filipe Azevedo de Almeida, director de marketing e vendas da Yamaha Motor Portugal, que lidera as vendas neste segmento, aponta os "ganhos em combustíveis e manutenção", para além da poupança de tempo, como as novas razões "de ordem racional" para a aquisição de mota.

"Há também uma certa tendência para a compra destes motociclos 125 apenas e só para o lazer, mas tratar-se-á de uma fatia mais pequena dos utilizadores", sustenta.

E se, até Agosto, as mulheres protagonizavam "menos de cinco por cento" das compras de motociclos de 125 cc da Honda, neste momento Carlos Cerqueira diz serem já responsáveis por "20 a 30 por cento" do total, enquanto a Yamaha aponta para os 15 por cento.

Feitas as contas, a opção por uma 125 para as deslocações diárias na cidade parece estar a ser feita por cada vez mais portugueses: em Setembro e Outubro, a Honda vendeu 471 unidades de 125cc, "tanto quanto nos primeiros sete meses do ano".

No total, até Outubro, a Honda Portugal vendeu 978 motas de 125 cc, contra 622 unidades em todo o ano de 2008, enquanto a Yamaha comercializou um total de 1.138 unidades, contra 516 em 2008.

Este aumento da procura levou mesmo a Honda a "ajustar a gama" de 125 disponível em Portugal, passando a comercializar mais três modelos de motas desta cilindrada.

Já a Yamaha Portugal vai lançar em 2010 uma nova scooter 125, "que já estava prevista antes da entrada em vigor da nova lei, mas que perante esta nova realidade assumirá um papel mais relevante".

Aprovada em Maio na Assembleia da República, mas em vigor apenas desde 14 de Agosto, a lei n.º 78/2009 habilita os condutores de ligeiros de idade igual ou superior a 25 anos a conduzirem motociclos com cilindrada até 125 centímetros cúbicos (cc), sem necessidade de carta de mota.


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