Portugueses na Base Lajes apresentam queixa sobre "incumprimentos" salariais


 

Lusa / AO online   Regional   26 de Nov de 2007, 17:00

Cerca de 600 trabalhadores portugueses ao serviço dos norte-americanos na Base das Lajes, Açores, já apresentaram este ano queixas colectivas devido ao "incumprimento" dos aumentos salariais, o que vem acontecendo "ano após ano desde 1999", segundo o sindicato.
O dirigente sindical Vítor Silva adiantou à agência Lusa tratar-se de um número "muito significativo", tendo em conta que estão ao serviço das FEUSAÇORES um total de 850 trabalhadores.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES), em 2006 foram apresentadas 66 queixas individuais de trabalhadores portugueses devido aos aumentos salariais, uma "situação inconcebível" que continua sem resposta por parte da Comissão Bilateral Permanente.

Segundo uma nota da estrutura sindical, este número tão significativo de queixas apresentadas este ano demonstram que os trabalhadores portugueses da Base das Lajes estão fartos do incumprimento na aplicação do resultado do inquérito salarial, que vem acontecendo ano após ano, desde 1999 por parte dos Estados Unidos da América, situação que viola o Acordo Laboral e o Regulamento de Trabalho.

"Desta vez as queixas tiveram uma resposta curiosa", frisou Vítor Silva, acrescentando que foram informados por parte dos superiores hierárquicos que as queixas "não podiam ser apresentadas colectivamente, mas assinadas e enviadas individualmente".

O dirigente sindical assegurou, no entanto, que o sindicato já alertou os representantes açorianos da Comissão Laboral e Bilateral, assim como o Comandante da Zona Aérea dos Açores, solicitando "uma pronta intervenção".

"Os trabalhadores darão seguimento às queixas percorrendo todos os passos do Regulamento de Trabalho", indicou.

Recentemente o representante açoriano na Comissão Bilateral Permanente, André Bradford, reconheceu um atraso na resposta às queixas dos trabalhadores portugueses, mas rejeitou que o assunto esteja esquecido.

Anunciou, ainda, que a próxima reunião da Comissão Bilateral Permanente do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos vai decorrer em Janeiro, em Lisboa, altura em que será apreciada esta matéria.

André Bradford adiantou, ainda, que os resultados do inquérito salarial (que determinam a actualização dos salários) efectuado na Base das Lajes aponta para aumentos salariais de 2,1 por cento, em 2007, mas os Estados Unidos não vão além dos 1,7 por cento, alegando restrições financeiras.

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