OPA Cimpor: PCP defende que Governo deve intervir "rapidamente"


 

Lusa   Nacional   20 de Dez de 2009, 13:56

O PCP considerou hoje que o Governo deverá intervir "rapidamente", através da sua posição na Caixa Geral de Depósitos (CGD), no processo de Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Cimpor.

"A posição da CGD na Cimpor deve ser o veículo para que o Governo venha a assegurar uma posição maioritária no capital de empresa, garantindo o seu comando estratégico ao serviço do país", refere o partido em comunicado.

A brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) lançou na sexta-feira uma OPA sobre a totalidade do capital da Cimpor, oferecendo 5,75 euros por cada uma das 672 milhões de acções representativas da totalidade do capital social da empresa.

Entre os maiores accionistas da Cimpor estão a Teixeira Duarte (22,9 por cento), a francesa Lafarge (17,3 por cento), o empresário Manuel Fino (10,7 por cento) e a Caixa Geral de Depósitos (9,6 por cento).

O PCP considera que esta operação representa um "atentado aos interesses nacionais", lembrando que a Cimpor é principal empresa portuguesa na produção de cimentos, com uma quota de mercado nacional de 54,9 por cento e posições significativas noutros países, onde possui igualmente unidades produtivas.

"Trata-se de uma empresa, produtora de um bem essencial, cujo centro de decisão e comando estratégico devem permanecer no país", defende o PCP, assinalando que a cimenteira tem actualmente unidades em Souselas, Alhandra, Loulé e Figueira da Foz (Cabo Mondego).

Para o partido, o anúncio agora feito, "que se segue a um longo filme de guerras accionistas dos principais grupos nacionais e estrangeiros pelo domínio da empresa, evidenciam, mais uma vez, como sempre denunciou o PCP, os riscos da privatização de empresas estratégicas".

"O sector dos cimentos é um dos sectores estratégicos para o desenvolvimento da economia nacional. A única forma de garantir a produção de cimento no nosso país e a existência de um sector que dê resposta às necessidades e interesses nacionais, é o seu controlo pelo Estado", defende.


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