Meios para medir felicidade da população em análise

Meios para medir felicidade da população em análise

 

Lusa / AO online   Internacional   27 de Out de 2009, 10:39

Peritos internacionais começaram em Seul a estudar meios para medir a felicidade dos habitantes de cada país para que a avaliação destes não fique limitada ao valor do Produto Interno Bruto (PIB).
Na sequência de recomendações do G20, este fórum de quatro dias - organizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) e que começou hoje em Busan (sul) - vai estudar os meios “para passar além do PIB” e fornecer dados que permitam medir melhor a qualidade de vida dos habitantes.

A crise económica mundial revelou o "fosso crescente entre as estatísticas oficiais e a percepção das pessoas em relação ao respectivo nível de vida”, explicou Angel Gurria, secretário geral da OCDE.

Este fórum realiza-se depois de o G20 ter lançado um apelo em Setembro último para que as estatísticas “tomem melhor em conta as dimensões sociais e ambientais do desenvolvimento económico”.

O fórum também vai analisar as propostas formuladas pela comissão criada em França por Nicolas Sarkozy e presidida pelo Prémio Nobel Joseph Stiglitz para melhor medir as performances económicas e o progresso social.

Esta comissão formulou em Setembro último 12 recomendações, incluindo uma que propõe índices estatísticos numéricos que permitam reflectir as diferentes dimensões da qualidade de vida dos habitantes de cada país.

A ideia de ir além da medida do PIB foi aplicada pela primeira vez nos anos 1970 no pequeno reino do Butão, entalado entre a Índia e a China, onde o rei promoveu uma filosofia económica fundada na “felicidade nacional bruta” e não apenas no PIB.

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