Mais de uma centena de pessoas marcharam em Ponta Delgada pela igualdade e fim da discriminação


 

Lusa / AO online   Regional   4 de Nov de 2007, 11:52

Mais de uma centena de pessoas participaram hoje numa marcha pacífica, na ilha de São Miguel, Açores, para apelar à igualdade e ao fim da discriminação.
    O evento organizado pela UMAR/Açores em parceria com a Rede de Apoio Integrado à Mulher, insere-se no projecto "Nas asas da igualdade", que assinala o Ano Europeu da Igualdade e Oportunidades para Todos.

    Para a presidente da delegação da UMAR em São Miguel a marcha, que percorreu várias ruas da cidade de Ponta Delgada, pretendeu apelar ao aprofundamento do trabalho realizado individualmente ou através das associações em prol da igualdade.

    "Reunimos pessoas de várias idades, membros de associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) da ilha de São Miguel que lutam por diferentes causas da igualdade", afirmou a agência Lusa Clarisse Canha, para quem faz todo o sentido "unir esforços" dado que "a causa é comum".

    A vontade de aprofundar o caminho pela igualdade e não discriminação, o reforço das lutas específicas articuladas numa luta conjunta e o fortalecimento de uma humanidade que respeite o meio ambiente são as principais conclusões da marcha, expressas num manifesto que resultou das contribuições de duas dezenas de associações envolvidas no evento.

    Para Clarisse Canha "há ainda muito a fazer na luta pela igualdade e fim da discriminação" no arquipélago, ao nível da origem étnica, racial, religiosa e orientação sexual.

    "Eventos como esse são importantes contributos para alertar a sociedade", frisou Clarisse Canha, que se mostrou preocupada pelo facto de ainda não existir na região nenhuma associação que se dedique especificamente à questão da discriminação devido à orientação sexual.

    De acordo com a organização da marcha foram distribuídas cerca de 130 t-shirt's verdes onde se podia ler palavras de ordem como "igualdade e oportunidade".

    A chuva obrigou os marchantes, que seguravam faixas com frases como "Não à exclusão" e "Igualdade mais que um dever é um direito para todos", a acelerar o passo e encurtar o percurso inicialmente previsto.
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