Maior organização de autarcas do mundo reúne-se com Sócrates e Barroso


 

Lusa/Ao online   Nacional   7 de Dez de 2007, 05:25

Uma delegação da maior organização de autarcas do mundo, a CGLU - Cidades e Governos Locais Unidos, reúne-se hoje com o primeiro-ministro, José Sócrates, e com o presidente da Comissão Europeia, em Lisboa, no âmbito da Cimeira Euro-África.
Os presidentes das câmaras de Paris, Bertrand Delanoe, de Joanesburgo, Amos Masondo, e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, lideram esta delegação, que vai ser recebida em audiências separadas por José Sócrates e José Manuel Durão Barroso, na véspera da realização da Cimeira Europa-África, sob a égide da Presidência Portuguesa da União Europeia.

    Nos encontros vai também estar presente a secretária-geral da CGLU, Elisabeth Gateau.

    De acordo com informação disponibilizada por esta organização, o objectivo das audiências é apresentar propostas para assegurar que a cooperação entre os políticos locais, nacionais e internacionais se inscreve efectivamente na Estratégia Conjunta África-União Europeia.

    Fundada em Maio de 2004, a CGLU assume-se como uma voz unida do mundo do "self-government" democrático.

    Com base em Barcelona, a CGLU representa a maior parte da população do mundo.

    As cidades e os seus membros estão representados por mais de 120 estados nas várias regiões do globo: África, Ásia-Pacífico, Europa, Eurásia, Ásia Médio Oriente e Ásia Ocidental, América Latina e América do Norte.

    Mais de mil cidades são membros efectivos desta organização representativa do poder local no mundo, assim como 60 associações nacionais que representam todas as cidades e governos locais nos respectivos países.

    "Com um processo de governação descentralizada em curso e com um crescimento urbano acelerado em África, as autoridades locais são parceiros indispensáveis para a criação de políticas eficazes ao nível local", afirma a CGLU no documento de apresentação do encontro de hoje.

    Para a CGLU, a Estratégia Conjunta África-União Europeia "pode beneficiar da vasta experiência das parcerias locais entre parceiros africanos e europeus na gestão de projectos de cooperação descentralizada".

    Os municípios portugueses têm reclamado a afectação de recursos dos países mais ricos para os mais pobres, numa perspectiva de cooperação, desenvolvimento e equilíbrio das sociedades.

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