Investimento público sobe 6,3%


 

Lusa / AO Online   Economia   12 de Out de 2007, 17:51

O investimento público vai aumentar 6,3 por cento no próximo ano, invertendo a tendência dos últimos anos com um ganho de 232 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2008 hoje divulgada.
    O total do investimento será de 3.925,2 milhões de euros, valor que equivale a 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (dados em contabilidade pública, óptica de caixa).

    Só o investimento no subsector do Estado aumenta 25 por cento, cerca de 130 milhões de euros, e nas autarquias e regiões cresce 7,6 por cento (182 milhões de euros).

    Segundo a proposta de OE, as grandes opções da política de investimento "continuam a centrar-se no conhecimento e na qualificação dos recursos humanos", num ano em que o novo Quadro de Referência estratégica estará em funcionamento.

    Os números do Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) mostram que o total de investimentos na administração central tem 1.777 milhões de euros de financiamento nacional e 1.838 milhões de euros de contrapartida comunitária.

    Nos últimos cinco anos, o investimento público em Portugal tem vindo a perder importância na riqueza produzida, de acordo com dados do INE, e a baixar mesmo em termos de valor absoluto (com excepção para 2008).

    Em 2002, esse investimento representava 3,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), valor que baixou para 3,1 por cento em 2003 e 2004 e para 3,0 por cento em 2005.

    Em 2006, a importância do investimento do Estado voltou a reduzir-se para os 2,3 por cento e este ano, a cumprirem-se as previsões que constam do último procedimento de défices excessivos enviado para Bruxelas em Setembro, o investimento deve baixar para 2,1 por cento do PIB.

    Em termos absolutos, 2004 foi o único ano em que o investimento público não caiu (subiu 5,1 por cento) entre 2003 e 2007, tendo sido 2006 o ano em que a queda foi mais acentuada (18,3 por cento).

    Em 2007, o investimento quase estagna e em 2008 regressa às subidas.
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