Açoriano Oriental
Ucrânia
Guterres condena ataques russos "particularmente chocantes" contra cidades

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques russos contra várias cidades na Ucrânia, que fizeram pelo menos 33 mortos incluindo num hospital pediátrico, e que qualificou de "particularmente chocantes".

Guterres condena ataques russos "particularmente chocantes" contra cidades

Autor: Lusa/AO Online

"Realizar ataques contra civis é proibido pelo direito internacional, e esse tipo de ataque é inaceitável e deve cessar imediatamente", disse o chefe da ONU em comunicado lido pelo seu porta-voz, nomeando as duas unidades médicas afetados, incluindo o Hospital Pediátrico Okhmatdyt na capital ucraniana, Kiev.

Guterres "condena com veemência o ataque de hoje com mísseis pela Federação Russa contra infraestruturas residenciais e civis em toda a Ucrânia", afirmou o porta-voz Stéphane Dujarric, quantificando os feridos em cerca de 150.

Os mísseis russos caíram no hospital pediátrico Okhmatdyt, o maior do género no país, que "ficou gravemente danificado enquanto as crianças estavam a receber tratamento", e noutras instalações médicas no distrito Dniprovsky, também na capital, incidentes "particularmente chocantes", disse o líder da ONU.

"Os nossos colegas humanitários dizem que o pessoal de resgate, hospitalar e voluntários estão agora a limpar os escombros e a procurar pessoas presas debaixo, e os nossos parceiros de saúde estão a ajudar a transportar pacientes para outras instalações, dando apoio psicosocial e assistindo com outras necessidades urgentes", refere a nota de Guterres.

Por sua vez, a diretora executiva da UNICEF, Catherine Russell, também condenou em comunicado "a onda mortal de ataques com mísseis" sobre Kiev e outras cidades como Dnipro, Krivi Rig, Sloviansk e Kramatorsk, e especialmente o ataque contra o hospital infantil.

Trata-se de "outra recordação brutal de que nenhum lugar é seguro para as crianças na Ucrânia", sentenciou a diplomata, que, como Guterres, reivindicou que os hospitais estão protegidos ao abrigo da lei internacional.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se na terça-feira para discutir o ataque da Rússia, reunião solicitada pela França e Equador, que foram imediatamente secundados pelo Reino Unido e Estados Unidos.

A Rússia negou responsabilidades pelo ataque, atribuindo-o a um míssil ucraniano.

A mais recente vaga de ataques russos, na véspera do início da Cimeira da NATO em Washington, foi condenada antes de Guterres pela União Europeia e diversos líderes internacionais, a que se juntou o Ministério dos Negócios Estrangeiro português.

Em Bruxelas, o alto representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, criticou que a Rússia continue a atacar alvos civis ucranianos.

"A Rússia continua a colocar implacavelmente como alvo os civis ucranianos. Os ataques aéreos de hoje mataram ou feriram dezenas, e destruíram o maior hospital infantil de Kiev, Okhmatdyt", escreveu Borrell na rede social X.

O chefe da diplomacia europeia acrescentou que a Ucrânia precisa de defesa aérea "agora", e ressaltou que "todos os responsáveis pelos crimes de guerra russos terão que prestar contas".

Um dos primeiros a condenar os ataques foi o novo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que compartilhou imagens divulgadas antes pelo Presidente Volodymyr Zelensky, acrescentando que "atacar crianças inocentes" é "a mais doentia das ações".

"Nós apoiamos a Ucrânia contra a agressão russa; o nosso apoio não diminuirá", ressaltou Starmer.

Os ministérios das Relações Exteriores da França e da Alemanha também expressaram sua condenação pelos ataques.

"Os atos bárbaros, dirigidos deliberadamente contra um hospital infantil, deveriam ser adicionados à lista de crimes de guerra pelos quais a Rússia terá que responder", afirmou a diplomacia francesa.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, manifestou-se "consternado" pelas imagens do bombardeamento em Kiev, admitindo tratar-se de mais um crime de guerra cometido pelo presidente russo, Vladimir Putin.

A primeira-ministra da Estónia e indigitada chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que o ataque em Kiev lembra que os "criminosos de guerra russos devem ser levados perante a justiça".

Para o ministro da Defesa neerlandês, Ruben Brekelmans, este ataque "covarde" da Rússia é uma "motivação" para continuar a acelerar a entrega de armas à Ucrânia, incluindo sistemas de defesa aérea Patriot e caças F-16.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou “firmemente os ataques russos a Kiev, que atingiram, notando que o ataque indiscriminado a crianças é um crime de guerra.

As forças russas dispararam “mais de 40 mísseis” hoje contra várias cidades da Ucrânia, incluindo a capital Kiev, alertou o Presidente ucraniano no Telegram.

Além de Kiev, foram afetadas "Dnipro, Kryvyi Rih, Sloviansk, Kramatorsk", afirmou o Presidente ucraniano Zelensky, acrescentando que entre os alvos estiveram edifícios de apartamentos, infraestruturas e um hospital infantil.

Volodymyr Zelensky é esperado em hoje na Polónia, antes de ir para a cimeira da NATO em Washington, anunciou o gabinete do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.


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