Estudo alerta para risco de escassez mundial de vinho

Estudo alerta para risco de escassez mundial de vinho

 

Lusa/AO online   Economia   31 de Out de 2013, 09:02

A financeira americana Morgan Stanley alertou na quarta-feira para a possível escassez mundial de vinho dentro de alguns anos, adiantando que um copo de tinto pode chegar a atingir valores astronómicos.

 

Aprodução mundial de vinho atingiu o seu auge em 2004 quando o setor registou um “excesso de 600 milhões de caixas de garrafas”, refere o estudo da Morgan Stanley hoje divulgado.

Atualmente há cerca de um milhão de produtores, metade dos quais na Europa, que colocam no mercado 2,8 mil milhões de caixas por ano no mercado.

Mas a produção, indica o estudo da Morgan Stanley, está 300 milhões de caixas abaixo da procura anual e que está a crescer, à medida que a nova burguesia russa, chinesa e de outros países emergentes adquiriu o gosto pelos Bordeaux, Rioja e Malbec.

A produção global do setor caiu 5% no ano passado para o seu valor mais baixo desde os anos 1960, devido sobretudo ao mau tempo em frança e na Argentina”.

Já a curto prazo, “os ‘stocks’ vão diminuir e o consumo será dominado pelas colheitas dos últimos anos” e, quando chegar a altura de os vinhos de 2012 serem consumidos, assistir-se-á a uma “escassez” de vinho e a um crescimento da procura e dos preços de exportação.

De acordo com o estudo, Austrália, Chile, Argentina, África do Sul e Nova Zelândia são os países “em melhor posição para tirar proveito” desta situação, ao contrário da Europa, uma região produtora mas também fortemente consumidora.


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