Empresários açorianos consideram que carga fiscal é dos custos que mais os penalizam

Empresários açorianos consideram que carga fiscal é dos custos que mais os penalizam

 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Nov de 2013, 19:01

Os empresários das ilhas de São Miguel e Santa Maria consideram que o IVA, IRS, IRC, TSU, energia, transportes marítimos, despesas judiciais, combustíveis, pagamentos especiais por conta e bancários são os custos mais penalizadores da sua atividade.

Das empresas associadas da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), que celebrou hoje o seu 178.º aniversário e representa os empresários das ilhas do grupo oriental dos Açores, 118 participaram num inquérito promovido pela instituição sobre os custos de contexto, cujos resultados preliminares foram divulgados pelo seu presidente, Mário Fortuna.

O economista aponta que os empresários que responderam ao inquérito disseram que gostariam de ver eliminadas a economia paralela, custas judiciais, pagamento especial por conta, atrasos nos pagamentos das entidades públicas, custos administrativos, IMI e imposto de selo.

Por outro lado, gostariam de ver também reduzido o IRS, IRCA, IVA, eletricidade, IMI, transportes aéreos e marítimos e TSU.

Mário Fortuna referiu que no que concerne aos custos laborais das empresas, a TSU surge para 90% dos inquiridos como um custo “exagerado”, seguindo-se os seguros de trabalho.

O economista apontou que os “custos mais evidenciados” em termos administrativos pelas empresas referem-se aos atrasos nos pagamentos por parte das entidades privadas e públicas, o que “evidencia a conjuntura difícil” que vive o tecido empresarial.

Mário Fortuna destacou que em termos de atividade (fornecimentos e serviços externos diversos), 66% das empresas considera a eletricidade como um custo de contexto “muito significativo”, seguindo-se seguros obrigatórios, serviços de telecomunicações e água.

O presidente da CCIPD aponta que na área dos serviços judiciais existe uma “quase unanimidade” no atraso das decisões, custos de processos e complexidade legislativa.

A maioria dos inquiridos, ainda de acordo com Mário Fortuna, aponta os transportes aéreos de passageiros e de carga como custo de contexto “significativo”, bem como os transportes marítimos em geral, neste último caso “devido a uma sobretaxa de combustíveis que é aplicada aos Açores e à Madeira e que reproduz um pouco a taxa de combustíveis nos transportes aéreos”.

No estudo, 52% dos inquiridos considera que a economia paralela é um “problema sério”, enquanto no que concerne à hotelaria o principal custo de contexto apontado são os transportes aéreos, seguindo-se os custos de atividade normais.

O presidente da CCIPD refere que na restauração as questões mais apontadas são as fiscais e laborais, seguindo-se os custos de atividade, enquanto no comércio os principais problemas são os transportes aéreos e marítimos.

Mário Fortuna destaca que na construção civil aparecem as custas judiciais em primeiro plano devido à conjuntura do setor, com empresas que estão “no limiar da sua sustentabilidade” e face ao volume de contencioso.

Por dimensão, as microempresas referem que os transportes aéreos representam os custos de contexto mais relevantes, seguindo-se a economia paralela e os transportes marítimos, enquanto que nas empresas de média dimensão o transporte marítimo assume um “papel predominante”.

O estudo incidiu sobre vários ramos de atividade e, de forma predominante, sobre o tecido empresarial de Ponta Delgada.


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