E se “O Senhor dos Anéis” tivesse sido filmado nos Açores?

E se “O Senhor dos Anéis” tivesse sido filmado nos Açores?

 

Lusa/Ao online   Regional   16 de Fev de 2019, 10:29

Em visita oficial à Califórnia, o presidente do Governo dos Açores apresentou oportunidades de investimento na região a potenciais interessados. Em Los Angeles, terra do cinema, houve quem perguntasse sobre a viabilidade de se gravar um filme nas ilhas.

Fernando Dutra saiu dos Açores, da ilha do Faial, com dez anos. Diz que o seu português “não é muito bom”, por isso fala com os governantes, empresários e jornalistas intercalando palavras na língua materna e no inglês.

Fernando juntou uma dezena de investidores e representantes de empresários de Los Angeles com o objetivo de “fazer uma ‘connection’” com os Açores, numa semana em que Vasco Cordeiro e representantes da região visitam o estado norte-americano da Califórnia.

Na reunião, à qual os jornalistas assistiram, um representante da Sociedade para o Desenvolvimento Económico dos Açores (SDEA), Paulo Carreiro, apresentou a região, os seus dados, contexto económico e mais-valias, casos da proximidade entre os Estados Unidos – cinco horas de voo para Boston – e a Europa continental, com uma ligação aérea de cerca de duas horas para Lisboa.

Enquanto um investidor quis saber qual a atual posição do país, e da região, no cultivo de marijuana, outro perguntou se as ilhas já tinham tido produções de Hollywood, dando como exemplo “O Senhor dos Anéis”, trilogia gravada na Nova Zelândia, mas que, pela amostra apresentada pelo representante da SDEA, até podia ter sido filmada nos Açores.

“Não viemos cá apresentar números, estratégias megalómanas, viemos apresentar o que somos, o que nos representa e o que nos diferencia”, sublinhou Paulo Carreiro, da SDEA.

A economia do mar, o turismo, o sistema fiscal e as possibilidades dos Vistos Gold para investidores foram elementos enumerados pelo representante da sociedade para tentar atrair empresários.

E um filme de Hollywood, é viável? “Já houve tentativas dessa natureza”, confidenciou Paulo Carreiro, mas as dificuldades logísticas sobrepuseram-se. “É apenas mais uma das áreas que podem ser desenvolvidas nos Açores”, embora as áreas de negócio mais presentes continuem a ser, como normal, a fileira dos laticínios, do mar ou das tecnologias.

O chefe do executivo açoriano termina hoje uma visita oficial ao estado norte-americano da Califórnia, intercalando contactos oficiais, políticos e económicos com encontros com comunidades açorianas.

Segundo dados oficiais, a população de origem portuguesa no estado é de cerca de 345 mil pessoas, estimando-se que cerca de 70% seja oriunda dos Açores.

Nesta deslocação oficial, o presidente do Governo dos Açores é acompanhado pelo secretário regional com a tutela das Relações Externas, Rui Bettencourt, e por deputados do PS e PSD à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Em San Diego, para onde segue nas próximas horas a comitiva açoriana, a diferença horária é de oito horas a menos para Portugal continental e sete horas para os Açores.



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