Crise Financeira

Durão Barroso defende «estímulo fiscal» na Europa


 

Lusa/AOonline   Economia   17 de Nov de 2008, 11:06

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, sustentou em Londres a intenção de propor aos 27 membros da União Europeia um “estímulo fiscal” com a necessidade de adoptar “medidas excepcionais” nesta altura.
Durão Barroso disse, após um encontro com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que ”a prioridade agora é passar de crise financeira para a recuperação” e que são necessárias “medidas de verdadeiro impacto”.

    Um estímulo fiscal coordenado entre os países-membros dos 27 será uma das acções que a Comissão irá propor no plano que Durão Barroso irá apresentar no dia 26 deste mês.

    “Em momentos excepcionais precisamos de medidas excepcionais”, justificou

    Estas medidas, vincou, devem ser “oportunas, direccionadas e temporárias”.

    Durão Barroso qualificou a reunião do grupo das 20 maiores economias mundiais (G20) como “muito importante” para modelar uma resposta à crise financeira.

    “Estamos no caminho certo”, declarou, elogiando o papel a “liderança e empenho de Gordon Brown” e o seu papel para encontrar uma “resposta e um plano de resgate global”.

    Por seu lado, Brown tem sido a face da ideia de um “estímulo fiscal” para suportar a recapitalização dos bancos e o corte nas taxas de juro para estimular a economia.

    “Estamos perante uma nova situação e é correcto que ajudemos pessoas e empresas numa altura de crise”, defendeu.

    O governo britânico vai apresentar dentro de uma semana, na segunda-feira, o primeiro esboço para o orçamento de Estado de 2009-2010.

    O documento final só será concluído e oficializado em Março do próximo ano.

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