Dormidas em alojamentos turísticos nos Açores de janeiro a abril triplicam face a 2021

As dormidas em alojamentos turísticos nos Açores triplicaram entre janeiro e abril, face ao período homólogo, mas continuaram abaixo dos valores registados em 2019, antes da pandemia de covid-19, revelou o Serviço Regional de Estatística (SREA).



“De janeiro a abril, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico [hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos, pousadas, unidades de turismo no espaço rural e unidades do alojamento local] da Região Autónoma dos Açores registaram-se 582,5 mil dormidas, valor superior em 201,2% ao registado em igual período de 2021”, lê-se numa publicação do SREA, relativa à atividade turística no mês de abril.

Em comparação com os dados de janeiro a abril de 2019, período anterior à pandemia de covid-19, em que se registaram cerca de 610,8 mil dormidas, houve um decréscimo de 4,6%, em 2022.

O mesmo se verifica no mês de abril, em que se contabilizaram 236,3 mil dormidas em 2022, mais 213% do que no período homólogo e menos 2,5% do que em 2019.

Os residentes em Portugal continuam a representar o maior número de dormidas em alojamentos turísticos nos Açores, mas os residentes no estrangeiro registaram uma maior recuperação face a 2021, com uma subida de quase 500%.

“De janeiro a abril, os residentes em Portugal atingiram cerca de 347,3 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 125,3%. Os residentes no estrangeiro atingiram 235,2 mil dormidas, registando um aumento, em termos homólogos, de 499,8%”, refere o SREA.

Segundo o Serviço Regional de Estatística dos Açores, nos primeiros quatro meses do ano, “registaram-se 194,1 mil hóspedes” nos alojamentos turísticos da região, mais 182,5% do que em 2021.

“No país, de janeiro a abril, as dormidas apresentaram uma variação homóloga positiva de 449,2%”, lê-se no relatório.

Mais de 60% das dormidas em alojamentos turísticos nos Açores, entre janeiro e abril, registaram-se em estabelecimentos hoteleiros (387,6 mil), tipologia que verificou um maior aumento (237,3%), em comparação com o período homólogo.

Todas as ilhas apresentaram uma subida no número de dormidas na hotelaria, com São Miguel (280,6%), Terceira (251,2%) e Faial (119,5%) a verificarem os maiores crescimentos.

A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou 67,3% do total das dormidas em estabelecimentos hoteleiros, com 260,9 mil dormidas, seguindo-se a Terceira com 83,8 mil dormidas (21,6%), o Faial com 20,1 mil dormidas (5,2%) e o Pico com 9,3 mil dormidas (2,4%).

O alojamento local registou um crescimento de 148%, aumentando o número de dormidas para 184,3 mil, enquanto o turismo em espaço rural contabilizou cerca de 10,6 mil dormidas, mais 155,2%.

São Miguel foi também a ilha que mais cresceu em número de dormidas em alojamento local (185,4%), seguindo-se Pico (154,4%) e Faial (70%).

As ilhas de Santa Maria (21,2%) e de São Jorge (4,6%) registaram, no entanto, um decréscimo de dormidas nos primeiros quatro meses do ano.

A hotelaria tradicional é mais procurada pelos turistas nacionais (258,7 mil dormidas), que aumentaram 156,8%, mas as dormidas de turistas estrangeiros (128,8 mil) registaram uma subida mais acentuada (808%).

No turismo em espaço rural, as dormidas de turistas estrangeiros (7.531) são mais do dobro das dos turistas nacionais (3.051) e verificaram igualmente um maior crescimento (453,3%).

Também o alojamento local regista mais dormidas de hóspedes estrangeiros (98.7 mil), que cresceram 317,1%.

As dormidas de turistas nacionais (85,5 mil) tiveram um aumento de 69%.


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