Paralisação da administração federal obriga Obama a encurtar viagem à Ásia

Paralisação da administração federal obriga Obama a encurtar viagem à Ásia

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Out de 2013, 14:13

A Casa Branca anunciou hoje o cancelamento da viagem do Presidente norte-americano, Barack Obama, à Malásia e às Filipinas, as duas últimas etapas de um périplo asiático, justificando a decisão com a paralisação parcial da administração federal.

No mesmo comunicado, a Casa Branca referiu que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, irá visitar os dois países em representação de Barack Obama.

“Logisticamente, não foi possível avançar com estas viagens perante a paralisação da administração federal”, afirmou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden.

“Uma vez que os dois países eram as últimas etapas da futura viagem do Presidente, o nosso pessoal não conseguiu deslocar-se ao local e não fomos capazes de avançar com o planeamento das visitas”, referiu a responsável, citada na nota informativa da Casa Branca.

A deslocação à Malásia e às Filipinas do líder norte-americano estava inserida num pequeno périplo à região asiática por ocasião de dois encontros internacionais: o Fórum de Cooperação Económica Ásia/Pacífico (APEC), que arranca na próxima segunda-feira em Bali (Indonésia), e a cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) no Brunei.

A presença do chefe de Estado norte-americano nestas duas cimeiras está ainda em dúvida.

Obama devia visitar a Malásia no dia 11 de outubro, seguindo depois para as Filipinas.

A saída de Barack Obama de Washington estava inicialmente programada para sábado.

A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional indicou que as duas visitas serão oportunamente reagendadas, sublinhando que Barack Obama espera visitar os dois países durante o seu segundo mandato.

Sobre a participação de Obama nas duas cimeiras internacionais, Caitlin Hayden disse que Washington vai continuar a avaliar as deslocações “em função da evolução da situação durante esta semana”.

“Para o bem da nossa segurança nacional e da nossa prosperidade económica, apelamos ao Congresso para reabrir os serviços federais”, concluiu a porta-voz.

Sem um acordo orçamental entre os democratas de Obama e a oposição republicana, que detém a maioria na Câmara de Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano), os Estados Unidos enfrentam desde terça-feira, no início de um novo ano fiscal, uma paralisação parcial dos serviços da administração federal.

Cerca de 800 mil funcionários considerados não essenciais, num total superior a dois milhões, foram colocados em licença não remunerada, e foram decretados os serviços mínimos em vários setores administrativos.

A situação também obrigou ao encerramento de parques nacionais, museus e monumentos públicos, como foi o caso da famosa Estátua da Liberdade, em Nova Iorque.

O último encerramento parcial dos serviços federais ocorreu em janeiro de 1996 e durou 21 dias.

 


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