Crescimento poderá abrandar na Zona Euro

Crescimento poderá abrandar na Zona Euro

 

Lusa / AO online   Economia   10 de Out de 2007, 15:19

O crescimento económico poderá abrandar em 2008 na Zona Euro por causa do euro forte, admitiu hoje o presidente do Eurogrupo, fórum dos ministros das Finanças dos países que partilham a moeda única, Jean-Claude Juncker.
    "Poderá haver um crescimento mais lento em 2008 na Zona Euro" por causa "das taxas de câmbio exteriores historicamente elevadas do euro em relação a outras moedas, o dólar, o yuan e o iene", disse o ministro das Finanças e primeiro-ministro luxemburguês.

    A Comissão Europeia aponta até agora para uma taxa de crescimento de 2,5 por cento na Zona Euro, segundo as previsões económicas de Maio, ou seja um nível idêntico ao esperado para este ano.

    O executivo comunitário a 9 de Novembro previsões actualizadas, que poderão ser revistas em baixa. A Comissão já advertira por várias vezes que as perspectivas de crescimento se tinham tornado mais incertas após a crise financeira do Verão.

    Em Setembro, reviu ligeiramente em baixa a previsão de crescimento para os treze países da zona euro para 2,5 por cento, contra 2,6 antes, no seguimento da crise financeira.

    Reunidos segunda-feira no quadro do Eurogrupo em Luxemburgo, os ministros das Finanças da zona euro tinham adoptado uma posição comum minimal, por falta de consenso sobre os câmbios.

    Criticaram sobretudo a China pela fraqueza do yuan. Mas limitaram-se a uma mensagem prudente relativamente ao dólar e ao iene, devido as divergências entre os vários países.

    A Alemanha em particular disse preferir um "euro forte a um euro fraco", contrariando a França que desejava uma mensagem mais vigorosa sobre esta questão.

    Lançado a 1 de Janeiro de 1999 a 1,17 dólares, o euro acaba de ultrapassar pela primeira vez a barra dos 1,42 dólares. Mantinha-se hoje na casa do 1,41 dólares.

    Esta apreciação penaliza as exportações das empresas europeias, que se arriscam a prazo em perder quotas de mercado.

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