Credores da Grécia reunidos hoje novamente em Bruxelas em busca de acordo

Credores da Grécia reunidos hoje novamente em Bruxelas em busca de acordo

 

Lusa/AO Online   Economia   26 de Nov de 2012, 06:17

Os ministros das Finanças da zona euro, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional voltam a reunir-se hoje, em Bruxelas, em busca de um acordo sobre a ajuda financeira à Grécia

Pela terceira semana consecutiva, o Eurogrupo reúne-se na capital belga em busca de um compromisso que permita o desembolso de uma tranche de 31,2 mil milhões de euros, aguardada há meses por Atenas.

Desta feita, a Grécia já cumpriu a sua parte, ao implementar um novo pacote de austeridade e reformas exigido pelos seus credores, mas as autoridades gregas continuam à espera de uma tranche de ajuda suspensa desde junho, que só será libertada uma vez encontrada uma solução para a redução da dívida.

Na passada terça-feira, após uma maratona negocial de mais de 11 horas, os Estados-membros da zona euro e o FMI continuaram sem se entender sobre como reduzir a dívida colossal da Grécia, com o presidente do Eurogrupo a defender um adiamento dos prazos para Atenas colocar a dívida pública em 120 por cento do PIB (de 2020 para 2022), cenário rejeitado pelo Fundo Monetário Internacional.

Uma solução poderia passar por um (novo) perdão parcial da dívida, que, segundo notícias publicadas domingo na imprensa alemã, está mesmo a ser estudado por FMI, BCE e vários países credores, podendo ser concretizado em 2015.

Um novo perdão da dívida implicaria que os credores - incluindo os fundos de resgate europeus - renunciassem a cerca de 50% do dinheiro em dívida pela Grécia.

Segundo a revista Der Spiegel, tanto o BCE como o FMI consideram que um novo perdão da dívida é inevitável, para permitir à Grécia voltar a ter finanças públicas sustentáveis.

Já quanto ao adiamento do prazo para a Grécia corrigir o seu défice, há um acordo para que o prazo seja estendido de 2014 para 2016, o que todavia também levanta um problema, pois, segundo cálculos dos credores, Atenas pode precisar de mais 32,6 mil milhões de euros para assegurar as suas necessidades de financiamento.

Portugal, que está particularmente atento às soluções que forem encontradas para Atenas, pois poderá eventualmente reclamar tratamento idêntico no que concerne por exemplo a uma eventual redução de taxas de juro dos empréstimos, estará representado na reunião de hoje pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.


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