Energia

Consumo mundial de electricidade recua

Consumo mundial de electricidade recua

 

Lusa / AO online   Economia   16 de Nov de 2009, 14:21

O consumo mundial de electricidade vai recuar em 2009 pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, deprimido pela fraca procura dos industriais, indica o gabinete Capgemini, no seu Observatório dos mercados da energia, publicado esta segunda-feira.
O estudo da Capgemini cifra a queda da procura mundial de electricidade em 3,5 por cento em 2009 e a do gás em 3 por cento.

"No primeiro semestre, o consumo de electricidade dos principais países europeus caiu 5 por cento e o consumo de gás 9 por cento face ao primeiro semestre de 2008", escreve, imputando este recuo à crise económica e, mais particularmente, ao recuo da actividade industrial.

Esta baixa do consumo começa a fazer sofrer os grandes fornecedores europeus de energia.

"Os fornecedores de energia estão muito mais afectados pela crise económica do que se pensava há um ano: o consumo baixa, as tarifas baixam e fizeram aquisições dispendiosas que tiveram por efeito diminuir os respectivos tesouros de guerra", sublinha Colette Lewiner, responsável do estudo.

Os grandes grupos energéticos encontram-se entalados entre uma dívida que aumentou e uma rentabilidade que se deteriorou.

Para enfrentar este novo desafio financeiro, os grandes do sector "adiaram os investimentos nos meios de produção, o que não é uma boa notícia para a segurança do aprovisionamento", acrescenta.

Se é cedo demais para constatar uma baixa generalizada do investimento, as energias renováveis são já afectadas.

Os investimentos em energias renováveis recuaram 14 por cento na Europa no segundo semestre de 2008, em ruptura com uma taxa de crescimento anual média de 56 por cento nos últimos cinco anos.

A Agência Internacional da Energia (AIE) prevê uma baixa mundial dos investimentos na energia verde de 38 por cento em 2009.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.