Ciência

Cientista português acaba com mito do "gene da longevidade"


 

Lusa/AO online   Nacional   21 de Set de 2011, 17:07

A investigação de um cientista português atirou por terra a ideia estabelecida de que as sirtuínas, proteína existente nas leveduras, incluindo a do pão, e baptizada "gene da longevidade", prolongariam a vida.
Num artigo publicado na reputada revista científica britânica Nature, Filipe Cabreiro, 30 anos, sustenta que as sirtuínas “não têm efeito nenhum na longevidade” humana, ao contrário do que foi dado como adquirido durante vários anos, disse o cientista.

Desde que foi anunciado por cientistas, em 1999, que aquela proteína prolongaria a vida humana, as empresas farmacêuticas aguçaram o seu interesse económico pela substância, perante a perspectiva de que estariam na presença do medicamento mais apetecido pelos consumidores.

Entre os negócios que se realizaram desde então destaca-se a compra da empresa ligada à descoberta, em 2003, pelo gigante farmacêutico Glaxo SmithKline por 720 milhões de dólares.

Um ano depois surgiram os primeiros estudos que colocam em causa a anterior tese de que os genes da sirtuína, quando hiper-activados, prolongavam a vida de um verme e da mosca da fruta, usados nas experiências, nalguns casos até 50 por cento.

O activador da proteína seria o resveratrol, um produto natural existente no vinho tinto, com o qual se começaram até a produzir cremes anti-envelhecimento.

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