Cerca de 80 passageiros chegam à Horta sem bagagem de porão

Cerca de 80 passageiros chegam à Horta sem bagagem de porão

 

Lusa/AO   Regional   7 de Nov de 2007, 20:29

Cerca de 80 passageiros do voo da companhia SATA Internacional com destino à Horta, ilha açoriana do Faial, ficaram hoje à tarde sem a bagagem de porão, retida em Lisboa devido às previsões de mau tempo
Segundo uma fonte da transportadora aérea, o comandante da aeronave decidiu abastecer o avião com mais combustível para a eventual necessidade de aterrar num aeroporto alternativo, situação que obrigou reter alguma bagagem de porão no Aeroporto de Lisboa.
À chegada à Horta, os passageiros que não encontraram as suas bagagens manifestaram o seu desagrado juntos dos representantes da empresa, que terão justificado o facto com as restrições de operacionalidade que a pista da Horta revela em dias de chuva.
Segundo Gisele Cunha, animadora turística do INATEL e uma das passageiras que seguia neste voo, “a explicação que deram foi que o avião tinha excesso de peso”, e que “devido às chuvas seria mais seguro ficarem dois contentores com bagagem em Lisboa”.
Gisele Cunha acompanha, nesta deslocação ao Faial, cerca de 80 passageiros integrados no programa de Turismo Sénior do INATEL, que estavam alarmados, não apenas por não terem bagagem de porão, mas sobretudo por terem ficado privados dos seus medicamentos, também eles retidos no Aeroporto de Lisboa.
“Há pessoas cardíacas, pessoas com hipertensão, com problemas de diabetes e outros, que têm todas mais de 60 anos de idade. Não sei como fazer para ir à farmácia, sem receita médica, para aviar os medicamentos”, lamentou Gisele Cunha.
A animadora turística queixou-se, também, da falta de informação por parte da SATA Internacional, que em seu entender, poderia ter prevenido os passageiros, autorizando o transporte de medicamentos na bagagem de mão, uma vez que a companhia aérea sabia, previamente, que a bagagem de porão não seria transportada no mesmo voo.
Os passageiros em causa estavam, também, revoltados com o facto de não estarem previstas ligações aéreas entre Lisboa e a Horta na quinta-feira e de terem de ficar mais de 48 horas à espera das suas bagagens retidas em Lisboa.
“Cheguei aqui ao Faial sem roupa nenhuma e estamos aqui assim, com a roupa que temos no corpo”, referiu uma das passageiras, acrescentando que a companhia aérea atribuiu uma verba de 57 euros por pessoa, para comprar artigos de maior necessidade.
A TAP e a SATA Internacional efectuam, em regime de code-share, cinco voos semanais, durante o horário de Inverno, entre Lisboa e a Horta.
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