Transportes aéreos

CDS/PP-A acusa TAP e SATA de extorquirem dinheiro aos açorianos


 

Lusa/AOonline   Regional   12 de Nov de 2008, 17:25

O líder do CDS/PP-Açores acusou as companhias aéreas TAP e SATA de manterem a taxa de combustível nas ligações aéreas de e para os Açores como forma de “extorquir dinheiro aos açorianos”.
“A taxa de combustível é uma inaceitável e escandalosa extorsão das companhias aos bolsos de quem precisa do avião, não por luxo, mas por necessidade”, afirmou Artur Lima, em conferência de imprensa, na ilha Terceira.

    Para o líder do CDS/PP nos Açores, “as desculpas esfarrapadas e mal intencionadas da TAP e da SATA para manter e aumentar a taxa de combustível despenharam-se” depois de as duas companhias terem anunciado, recentemente, promoções nos voos entre as ilhas e o continente.

    Com esta medida, “as companhias limitaram-se a abolir a taxa de combustível da tarifa promocional de 30 por cento que foi introduzida no contrato de serviço público por insistência do CDS/PP”.

    Artur Lima alertou que, porém, “só os passageiros que conseguirem tarifas promocionais é que não vão pagar a taxa de combustível”, alegando que “as tarifas de residente e estudante continuam a incluir uma taxa de 60 euros de ida e volta”.

    Acrescentou, também, que “a TAP e a SATA andaram a enganar os açorianos e a equilibrar as suas contas à custa do povo dos Açores”.

    Artur Lima revelou que pediu ao grupo parlamentar do CDS/PP na Assembleia da República para que apresente uma proposta de alteração ao Orçamento de Estado do próximo ano.

    “Queremos que seja o Estado a suportar as taxas de combustível perante as companhias, retirando, para esse efeito, verbas dos pagamentos milionários que fazem às SCUT no continente português”, explicou o líder partidário.

    De acordo com Artur Lima, “não é preciso uma liberalização do espaço aéreo dos Açores para que se registem diminuições nas tarifas”, alegando que “é possível descer as tarifas em 30 por cento” e, ao mesmo tempo, “continuar com as promoções previstas no contrato de serviço público”.

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