Cavaco Silva recebe CEMGFA no Palácio de Belém


 

Lusa/AO Online   Nacional   18 de Nov de 2011, 06:29

O Presidente da República recebe hoje em audiência o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), uma semana após ter sido aprovado na generalidade o Orçamento do Estado para 2012 e numa altura de contestação no setor da Defesa.

O CEMGFA, general Luís Araújo, vai hoje ao Palácio de Belém a pedido de Cavaco Silva, que é por inerência o comandante supremo das Forças Armadas, menos de três dias depois de o chefe de Estado ter chegado a Lisboa de uma viagem de uma semana aos Estados Unidos da América.

Durante este período de ausência do País do Presidente da República, teve lugar uma manifestação nacional convocada pelas associações militares e também a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano, que prevê cortes substanciais em diversas áreas da Defesa.

Será o primeiro encontro entre o chefe de Estado e o principal chefe militar após a aprovação deste documento fundamental para a governação e que vai orientar - e condicionar - toda a política do próximo ano.

Esta audiência ocorre também depois de ter sido convocada uma vigília pelas associações militares, em frente à residência oficial do Presidente da República, no dia 30 deste mês, e dois dias depois de estas terem entregue em Belém - e também em São Bento - uma moção sobre a manifestação do último sábado.

Nas últimas semanas, os deputados da comissão parlamentar de Defesa receberam em audiência o ministro da Defesa e os quatro chefes militares, que manifestaram publicamente a sua preocupação com a redução de verbas para a operação, mas especialmente com o congelamento das promoções nas Forças Armadas.

Nos ramos existem já vários postos de topo sem oficial-general colocado e há mesmo oficiais-generais já na reserva mas ainda a assegurar o posto que ocupavam, dado não poder haver nomeações - que obrigariam a promover militares.

A expectativa no seio das Forças Armadas é que seja encontrada uma solução que permita desbloquear essa situação, uma matéria em que o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, já disse estar a trabalhar.

Em cima da mesa deverá estar ainda o próximo Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), que deve reunir-se nas próximas semanas, dado que tem de se pronunciar sobre as missões no exterior previstas pelo Governo para o próximo ano.

O Orçamento do Estado prevê uma redução de 23 milhões de euros para as Forças Nacionais Destacadas face a 2011, passando o montante total de 75 para 52 milhões.

Portugal vai manter tropas no Afeganistão e no Kosovo, as duas missões de maior dimensão, mas vai retirar-se da missão da NATO na Somália, de combate à pirataria, onde teve uma fragata até há poucas semanas.


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