Cavaco Silva condecora o fado de Argentina Santos, Vicente da Câmara e Carlos Gonçalves

Cavaco Silva condecora o fado de Argentina Santos, Vicente da Câmara e Carlos Gonçalves

 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Nov de 2013, 07:34

O Presidente da República condecora esta quarta-feira, com a comenda da Ordem do Infante, os fadistas Argentina Santos e Vicente da Câmara, e o guitarrista e compositor de fado Carlos Gonçalves, anunciou a Presidência da República.

 

A cerimónia, marcada para as 15:30 no Palácio de Belém, acontece quando passam dois anos sobre a classificação do Fado como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Argentina Santos, de 87 anos, gravou o primeiro disco em 1960, apesar de já cantar na Parreirinha de Alfama, da qual se tornou proprietária na década de 1950. Distinguida com o Prémio Amália Rodrigues Carreira, em 2005, Argentina Santos atuou em palcos como o do Festival de Edimburgo, o do Konzerthaus, em Viena, do Queen Elizabeth Hall, em Londres, e o do La Cité de La Musique, em Paris.

Vicente da Câmara, de 85 anos, participou num concurso da ex-Emissora Nacional, em 1948, que venceu. Em 1950, assinou o seu primeiro contrato discográfico e gravou ainda em 78 rotações o “Fado das Caldas”, “Uma oração”, “Os teus olhos”, este com letra sua, e “Varina”, de sua autoria a letra e música. Nesta mesma década compôs o fado que se tornou identitário, “A moda das tranças pretas”.

Carlos Gonçalves, de 65 anos, foi o último guitarrista de Amália Rodrigues, tendo feito parceria com a fadista, compondo para poemas seus, como “Lavava no rio, lavava”, “Ai, minha doce loucura”, “Ó pinheiro, meu irmão”, “Grito”, “Lágrima”, “Fui ao mar buscar sardinhas” e “Amor de mel, amor de fel”, entre outros, e também para poemas de autores como Luís de Camões, “Sete anos pastor”.

O músico recebeu o Prémio Amália para Melhor Guitarrista em 2005 e, este ano, o de Composição.

A Ordem do Infante foi criada em 1960 e, segundo o "site" das Ordens Honoríficas Portuguesas, “destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores”.

 


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