Castanheira Barros quer adiar directas no PSD


 

Lusa/AOonline   Nacional   23 de Set de 2007, 20:01

 O advogado Castanheira de Barros, que não conseguiu as assinaturas para apresentar uma candidatura à liderança do PSD, propõe o adiamento para Janeiro das eleições directas de 28 de Setembro devido à polémica com os militantes açorianos.

 

Vou propor o adiamento das eleições para Janeiro. Isso daria tempo aos militantes que apenas estão inscritos no PSD/Açores e no PSD/Madeira de pagarem as quotas e poderem votar na eleição do líder", disse à Lusa o advogado de Coimbra.

A proposta vai ser feita por Castanheira Barros numa conferência de imprensa, segunda-feira à tarde, na sede da sua candidatura em Lisboa, em que também vai anunciar porque motivo foi incapaz de reunir as 1.500 assinaturas para formalizar a sua candidatura.

O Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD reúne-se segunda-feira para tomar uma decisão dos casos mais "complexos" do processo eleitoral para as directas de 28 de Setembro, como os "pagamentos em massa" e a "especificidade" dos militantes açorianos.

"Nos Açores, desde sempre, nunca foi exigido o pagamento das quotas para se votar. Ficou-se à espera da aprovação de um regulamento que nunca foi aprovado", explicou Guilherme Silva.

 Ou seja, ao contrário do que está definido nos regulamentos gerais, que estabelecem que apenas os militantes com quotas em dia podem votar, nos Açores tal nunca aconteceu e todos os militantes, mesmo os que tinham quotas em atraso, sempre votaram.

"Sempre votaram para a eleição dos órgãos próprios, para os delegados ao congresso e mesmo nas primeiras eleições directas", disse Guilherme Silva.

Desta forma, acrescentou, o CJN terá de decidir se apesar desta "especificidade e permanência da norma no tempo" os cerca de oito mil militantes dos Açores devem ser excluídos dos cadernos eleitorais. 

Nas eleições directas para o presidente do PSD, que irão decorrer entre as 18:00 e as 23:00, concorrem o actual líder do partido, Luís Marques Mendes, e o autarca de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes.

Castanheiro Barros queixa-se da falta de tempo - dois meses, um dos quais, Agosto, mês de férias - para recolher as assinaturas e de alguns órgãos de informação, que deram pouco "ou em alguns nenhuma notícia" sobre a sua candidatura.

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