Audição de Pinto Monteiro deve ser marcada para a próxima semana


 

Lusa / AO online   Nacional   23 de Out de 2007, 16:14

A audição parlamentar do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, sobre escutas telefónicas, pedida pelo CDS-PP, deverá ser marcada para a próxima semana, disse hoje à agência Lusa o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais.
O PS anunciou, através do deputado Ricardo Rodrigues, que vai viabilizar a audição parlamentar do Procurador-Geral da República porque o próprio se manifestou disponível para ser ouvido.

O requerimento do CDS-PP vai ser votado quarta-feira de manhã na Comissão de Assuntos Constitucionais.

Em declarações agência Lusa, o presidente da comissão, Osvaldo Castro, adiantou que, a confirmar-se a viabilização da audição do Procurador-Geral da República pelo PS, tentará marcá-la "para a data mais breve possível, que deverá ser na próxima semana, devido aos trabalhos parlamentares".

O CDS-PP pede ainda para ouvir o ministro da Justiça, Alberto Costa, e o presidente do Conselho Superior da Magistratura, Noronha Nascimento, a propósito das declarações de Pinto Monteiro sobre escutas telefónicas

Questionado sobre estes pedidos de audição, o deputado socialista Ricardo Rodrigues afirmou que também o ministro da Justiça "há-de ser ouvido" em comissão parlamentar porque "faz parte das instituições sobre as quais a Assembleia da República tem poder de fiscalização".

Quanto ao presidente do Conselho Superior da Magistratura, "o CDS-PP que explique em que termos, em que disposição legal, e porque razões o convoca" e o PS tomará posição em função disso, concluiu Ricardo Rodrigues.

Em entrevista publicada na edição deste sábado do semanário Sol, inquirido sobre "o que pensa da possibilidade de os serviços de informações fazerem escutas", o Procurador-Geral da República respondeu que iria dizer "com toda a clareza" algo "que talvez não devesse dizer".

"Acho que as escutas em Portugal são feitas exageradamente. Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta. Como é que vou lidar com isso? Não sei. Como vou controlar isto? Não sei. Penso que tenho um telemóvel sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos", acrescentou o Procurador-Geral da República.

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