Líder da Coreia do Sul diz ter pedido ajuda a Xi Jinping para travar Pyongyang

O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou ter pedido ajuda ao homólogo chinês, Xi Jinping, para travar o programa nuclear de Pyongyang, sugerindo um congelamento desse programa em troca de uma compensação



"Gostaria que a China desempenhasse um papel de mediador nas questões relacionadas com a península coreana, incluindo o programa nuclear norte-coreano. Todos os nossos canais estão completamente bloqueados", disse Lee a Xi.

Lee Jae-myung reuniu-se na segunda-feira com o homólogo chinês em Pequim, um dia após a Coreia do Norte, que possui armas nucleares, ter lançado dois mísseis balísticos no mar do Japão.

Lee foi o primeiro líder sul-coreano a visitar a capital chinesa em seis anos.

Dirigindo-se aos jornalistas em Xangai no final da visita, o responsável sul-coreano disse ter pedido ajuda de Pequim para trazer Pyongyang de volta à mesa de negociações.

Segundo Lee, o líder chinês respondeu exortando Seul a mostrar paciência com o país vizinho, tendo em conta a deterioração das relações entre as dois.

"E eles têm razão. Durante bastante tempo, levámos a cabo ações militares que a Coreia do Norte pode ter percebido como ameaçadoras", admitiu Lee Jae-myung.

O líder sul-coreano também apresentou um plano que inclui o congelamento do programa nuclear de Pyongyang em troca de uma compensação.

"O simples facto de parar no nível atual — sem produção adicional de armas nucleares, sem transferência de materiais nucleares para o estrangeiro e sem desenvolvimento adicional de mísseis balísticos intercontinentais — já seria um progresso", assegurou.

"A longo prazo, não devemos renunciar ao objetivo de uma península coreana desnuclearizada", acrescentou.

O líder afirmou ainda ter pedido a Pequim que transmitisse essa mensagem a Pyongyang e acrescentou que "havia um consenso sobre esses pontos por parte da China".

Algumas horas antes do encontro entre os dois líderes, Pyongyang anunciou ter lançado dois mísseis hipersónicos e preparado as forças nucleares para uma "guerra real.


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