CDS-PP pede audições urgentes do Procurador Geral da República e do ministro da Justiça


 

Lusa / AO online   Nacional   21 de Out de 2007, 10:56

O CDS-PP exige audições urgentes, no Parlamento, com o ministro da Justiça e com o procurador Geral República, Pinto Monteiro, depois de este último ter admitido ao jornal "Sol" que o seu telemóvel pode estar sob escuta.
Em entrevista à revista Tabu do semanário Sol, Pinto Monteiro diz a dado passo: "Vou dizer uma coisa com toda a clareza, que talvez não devesse dizer: acho que as escutas em Portugal são feitas exageradamente. Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta".

    Pinto Monteiro admite que o seu telemóvel possa estar sob "escuta", porque "às vezes faz uns barulhos esquisitos",

    Em declarações à agência Lusa, o deputado do CDS-PP Nuno Melo disse que formalizará segunda-feira o pedido de audiências urgentes com o ministro Alberto Costa e com o procurador Geral da República em sede de Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

    "Consideramos que as declarações do procurador Geral da República, quando em entrevista ao semanário Sol diz suspeitar que o seu telemóvel possa estar sob escuta, são de uma gravidade extrema", justificou o ex-líder da bancada democrata-cristão.

    Nuno Melo considerou mesmo que, com essas declarações, "o Procurador-Geral da República assume a incapacidade o que lhe cabe em primeira linha".

    "No plano do Estado de Direitos, a declaração do Procurador-Geral da República é das mais graves dos últimos 20 anos em Portugal", acentuou o dirigente do CDS-PP.

    Para Nuno Melo, "quando o procurador Geral da República não tem a certeza se o seu telemóvel está sob escuta, então, tendo em conta os seus poderes e competências, não haverá nenhum cidadão que possa estar tranquilo de que não se encontre sob escuta".
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